Por Mauro de Albuquerque Madeira 07/07/2011 às 09:21
O desastre nuclear de Fukushima e as decisões anti-usinas atômicas da Alemanha, Suiça e agora dos italianos em plebiscito indicam o caminho anti-atômico a seguir pelo Brasil
Fukushima e o perigo nuclear
?Fukushima foi a pior catástrofe industrial da história da humanidade?, disse o cientista japonês Sawada.
O doutor Sawada diz que a fissão nuclear gera materiais radioativos para os quais simplesmente não existe conhecimento necessário para nos informar sobre como lidar de modo seguro com esses dejetos radioativos.
?Até que saibamos como lidar com segurança com os materiais radioativos gerados por usinas nucleares, deveríamos postergar essas atividades para não causar mais danos às futuras gerações.
Fazer outra coisa é simplesmente um ato imoral, e acredito nisso tanto como cientista quanto como sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima?.
A grande maioria do povo japonês deixou de acreditar no mito da segurança das usinas atômicas e já deseja que o Japão passe a utilizar eletricidade oriunda de outras tecnologias.
Os reatores danificados pelo tsunami, em Fukushima, ainda vão passar muito tempo, alguns anos, para serem resfriados, e a radioatividade da água utilizada está se espalhando pelo mar.
O desastre atômico é como brinquedo de aprendiz de feiticeiro. Ninguém sabe como nem quando terminará.
A Alemanha, a Suíça e agora 95% do povo italiano, em plebiscito, querem que seus países desistam da eletricidade oriunda de usinas atômicas.
E o Brasil quer usinas nucleares para que ? Dilma, seus tecnocratas e seus empreiteiros de obras têm de ter bom senso e cancelar seus projetos de Angra 3 e outras usinas, imaginadas no tempo da megalomania irresponsável.
As futuras gerações não merecem ter de assumir os riscos da radiação atômica.
Até a costa noroeste dos Estados Unidos está sofrendo o impacto da chuva radioativa, vinda lá da longínqua Fukushima.
Nós, no Brasil, não precisamos de brincar com essa perigosa tecnologia.