Um grupo de intervenção policial prendeu neste sábado, no norte de Atlanta, um homem acusado de ter matado na véspera um juiz e outras duas pessoas dentro de um tribunal da capital da Geórgia (sudeste).
De acordo com o chefe da polícia de Atlanta, Richard Pennington, o afro-americano Brian Nichols se entregou sem resistência pouco mais de 24 horas após sua fuga de um tribunal.
Nichols se entregou aos policiais que cercavam o apartamento onde ele havia se escondido, num subúrbio residencial do condado de Gwinett, ao norte de Atlanta, onde chegou a bordo de uma picape que pertencia a um homem encontrado morto pela manhã, perto do centro de Atlanta.
Pennington não quis especificar se este homem havia sido morto por Nichols.
Depois de sua captura, Nichols foi levado a um escritório da Polícia Federal americana (FBI).
ÀS 09h00 locais de sexta-feira (11h00 de Brasília), Nichols conseguiu pegar a arma de uma policial que o estava acompanhando até uma sala de audiência de um tribunal de Atlanta, onde devia comparecer para responder por estupro.
Nichols feriu esta mulher antes de matar à queima-roupa o juiz Rowland Barnes, 64 anos, um dos mais experientes da cidade. Ele também feriu mortalmente um funcionário do tribunal antes de fugir e de matar um policial fora do recinto.
Nichols foi detido há seis meses, acusado de ter estuprado sua namorada depois de tê-la imobilizado com fita adesiva e ameaçado com um fuzil.
Depois do tiroteio da véspera, a polícia perdeu Nichols. Suspeita-se que ele tenha utilizado diversos veículos diferentes para escapar do cerco policial.
Imagens tomadas por uma câmera de segurança e divulgadas pelo canal de televisão CNN mostram o homem pouco depois de sua fuga, descendo calmamente as escadas de um estacionamento apenas meia hora depois do tiroteio.
Nichols, um ex-jogador de futebol americano, universitário e técnico em informática, foi descrito como uma pessoa calma por membros de sua família, entrevistados por meios de comunicação locais.
As críticas se multiplicavam neste sábado sobre as insuficientes medidas de segurança no tribunal, depois de policiais terem descoberto duas facas escondidas nos sapatos de Nichols.
As facas haviam sido fabricadas por ele e, quando foram descobertas, Barnes pediu imediatamente o reforço das medidas de segurança. Porém, a policial responsável por vigiar Nichols havia retirado as algemas do suspeito, o que lhe permitiu pegar outra arma.
Os assassinatos de magistrados são extremamente raros nos Estados Unidos. Nos últimos 30 anos, somente três juízes foram mortos.
No entanto, há dez dias, o marido e a mãe de uma juíza de Chicago (Illinois, norte) foram assassinados. A polícia anunciou na quinta-feira ter identificado um suspeito, que teria se suicidado depois de escrever sua confissão.
Fugitivo que matou juiz é preso em Atlanta
Sábado, 12 de Março de 2005 às 13:29, por: CdB