Candidato do PMDB, Sérgio Cabral mantém a liderança na disputa pelo governo do Rio de Janeiro no segundo turno com 63% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos) contra 37% de Denise Frossard (PPS). Ele cresceu justamente na faixa da população onde a adversária obtinha a melhor votação. Entre os eleitores com nível superior, Frossard perdeu quatro pontos percentuais, passou de 58% para 54%.
A vantagem de Sergio Cabral sobre Denise Frossard passou 22 para 26 pontos em relação à pesquisa realizada no início do mês pelo Datafolha. O instituto ouviu 1.651 eleitores em 45 municípios do Estado do Rio de Janeiro nos dias 16 e 17 de outubro. A margem de erro máxima para este levantamento é de, no máximo, dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Considerando-se o total de votos, Sergio Cabral passou de 53% para 57% das intenções de voto. Denise Frossard oscilou de 34% para 33%. Se a eleição fosse hoje, 6% votariam nulo ou em branco e 4% estão indecisos. O candidato do PMDB cresceu cinco pontos na região metropolitana (passou de 52% para 57%) e cinco pontos na capital (passou de 45% para 50%). Entre os eleitores com idade entre 25 e 34 anos passou de 49% para 55% e entre os mais velhos cresceu de 61% para 67%. Sérgio Cabral também conquistou votos entre os eleitores com nível superior, passou de 29% para 34%. Entre os que têm nível médio cresceu seis pontos (passou de 48% para 54%).
Considerando a renda familiar dos entrevistados, o peemedebista só não cresceu entre os que têm renda de até dois salários mínimos. Cresceu nove pontos (de 27% para 36%) entre os eleitores com maior renda familiar, entre os que têm renda familiar entre cinco e dez salários mínimos passou de 43% para 51% e entre os que têm renda entre dois e cinco salários cresceu cinco pontos (passou de 53% para 58%).
A candidata também perdeu pontos entre os eleitores com renda familiar superior a dez salários mínimos (passou de 59% para 50%) e entre os que têm renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (passou de 48% para 41%). Entre os que têm menor renda familiar cresceu quatro pontos, passou de 23% para 27%.