A exposição “Frida Kahlo - conexões entre mulheres surrealistas no México”, aberta ao público a partir deste domingo, apresenta 20 obras da artista. A mostra traz ainda mais 80 obras de diversas artistas que tiveram alguma relação com Frida.
Domingo, 27 de Setembro de 2015 às 09:51, por: CdB
Por Redação, com ABr - de São Paulo:
A exposição “Frida Kahlo - conexões entre mulheres surrealistas no México”, aberta ao público a partir deste domingo, apresenta 20 obras da artista. A mostra traz ainda mais 80 obras de diversas artistas que tiveram alguma relação com Frida, eram suas contemporâneas ou que foram influenciadas também pelo surrealismo, como Maria Izquierdo, Remedios Varo e Leonora Carrington.
Frida Kahlo pintou apenas 143 telas em toda sua vida. Além das telas selecionadas, o visitante poderá conhecer seu pensamento plástico por meio de 13 obras sobre papel, incluindo nove desenhos, duas colagens e duas litografias. A forte presença de Frida está presente também nos retratos de Lucienne Bloch e Nickolas Muray, que integram a mostra.
A exposição “Frida Kahlo - conexões entre mulheres surrealistas no México”
Além disso, seis das obras expostas são autorretratos de Frida. Os autorretratos e retratos simbólicos são característicos entre as mulheres artistas mexicanas vinculadas ao surrealismo, que, de acordo com a curadora Teresa Arqc, marcam uma ruptura entre o âmbito do público e o estritamente privado.
– Em alguns de seus autorretratos, Frida Kahlo, Maria Izquierdo e Rosa Rolanda elegeram cuidadosamente a identificação com o passado pré-hispânico e as culturas indígenas do México, utilizando ornamentos e acessórios que remetem a mulheres poderosas, como deusas ou tehuanas, apropriando-se das identidades dessas matriarcas amazonas – disse Teresa.
Artistas europeias vinculadas ao surrealismo e algumas atraídas por essa cultura ancestral mexicana formaram uma rede de relações e influências com Kahlo e com outras artistas mexicanas e, por isso, têm obras expostas nessa mostra, como a inglesa Leonora Carrington e a francesa Alice Rahon.
Sobre a influência dessa cultura em artistas estrangeiras, Teresa disse que “a multiplicidade cultural, rica em mitos, rituais e uma diversidade de sistemas e crenças espirituais influenciaram na transformação de suas criações. A estratégia surrealista da máscara e da fantasia, que no México forma parte dos rituais cotidianos em torno da vida, a morte no âmbito do sagrado, funcionava também como um recurso para abordar o tema da identidade e de gênero”.
A exposição vai até 10 de janeiro do próximo ano no Instituto Tomie Ohtake. Às terças-feiras, a visitação é gratuita e, de quarta a domingo, R$ 10.
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