A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) emitiu um comunicado no qual rejeita o Mapa da Rota e o novo Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), constituído na quarta-feira passada.
"O Mapa da Rota não representa um processo político que permita aos palestinos concretizar seus objetivos, mas uma tentativa de acabar com o levantamento palestino e promover o conflito entre os próprios palestinos", diz o comunicado.
Além disso, o FPLP afirma que "a formação do novo Gabinete constitui uma repetição dos antigos problemas, nomeações e prioridades da ANP afastados de um diálogo nacional global", afirma.
O FPLP chama Arafat e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) a dialogar com as demais facções palestinas para se criar uma frente unida e a estas "que reconsiderem suas posturas e retomem a intifada".
Por outro lado, exige a aplicação imediata por parte de Israel das resoluções das Nações Unidas que concernem ao povo palestino e insta a comunidade internacional obrigar a Israel a aplicar a Quarta Convenção de Genebra (1949), acabar com a agressão militar contra os palestinos e criar as condições propícias para eleições.
O FPLP convoca a "suspender todos os contatos com o Governo do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se as agressões militares contra os palestinos não cessarem, assim como a expansão dos assentamentos e a construção do muro de separação".