A Frente Islâmica de Salvação (FIS) se pronunciou nesta quinta-feira, em favor do adiamento das eleições presidenciais previstas para abril próximo, em uma declaração atribuída ao imã Abasi Madani a partir de seu exílio no Catar.
Segundo o comunicado deste perseguido partido religioso divulgado na imprensa, Madani propõe a eleição de uma Assembléia constituinte encarregada de elaborar um projeto de Carta Magna, que convocaria e supervisionaria um referendo destinado a legitimá-la.
As eleições presidenciais seriam realizadas posteriormente sob a supervisão de instâncias internacionais neutras e em um contexto de fim da violência aceito pelos grupos armados fundamentalistas.
Para isso, Madani exige que os grupos terroristas que continuam atuando na Argélia ponham fim a sua ação no início de fevereiro próximo, coincidindo com a festividade muçulmana do "Aid El Adha", com a qual culmina a peregrinação a Meca.
O líder histórico do FIS defende também o fim de "todo tipo de violência", na qual, segundo ele, as autoridades do país estariam envolvidas.
A Frente das Forças Socialistas (FFS), liderada por Hocin Ait Ahmed, foi a primeira formação política a solicitar o adiamento do pleito eleitoral, enquanto que as demais forças da oposição reclamam do Exército que intervenha para garantir sua legalidade.