O objetivo central da frente é, segundo seus integrantes, somar-se ao protagonismo de artistas, intelectuais e da sociedade civil organizada no movimento em defesa de eleições Diretas Já!
Por Redação, com RBA - de São Paulo
Partidos políticos de esquerda, movimentos populares, centrais sindicais, religiosos, juristas, estudantes e organizações não-governamentais, reunindo mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, se reuniram nesta segunda-feira (5) em Brasília para lançar a Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já!.
Em nota, o grupo considera que “a manutenção do presidente golpista e ilegítimo, Michel Temer (PMDB), no comando do país ou sua substituição de maneira indireta pelo Congresso significa a continuidade da crise. E dos ataques hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas”.
O objetivo central da frente é, segundo seus integrantes, somar-se ao protagonismo de artistas, intelectuais e da sociedade civil organizada no movimento em defesa de eleições Diretas Já; além de fortalecer a pressão sobre o Congresso para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 227, que visa a alterar a Constituição para garantir a convocação de eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República até seis meses antes do fim do mandato.
Leia a nota divulgada para comunicar o movimento:
Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já
O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na Presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.
A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, as políticas publicas além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.
As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.
Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.