Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Fraudes em licitações constrangem Petrobras na ONU

O escândalo de fraude envolvendo licitações da Petrobrás criou uma saia-justa internacional. Isso porque a estatal integra, a convite da ONU, o conselho executivo do Pacto Global das Nações Unidas - iniciativa que convoca empresas do mundo todo a lutar contra a corrupção em todas as formas, entre outras bandeiras que defende.

Quinta, 12 de Julho de 2007 às 09:13, por: CdB

O escândalo de fraude envolvendo licitações da Petrobrás criou uma saia-justa internacional. Isso porque a estatal integra, a convite da ONU, o conselho executivo do Pacto Global das Nações Unidas - iniciativa que convoca empresas do mundo todo a lutar contra a corrupção em todas as formas, entre outras bandeiras que defende.

A Polícia Federal acredita que a quadrilha desbaratada na última segunda-feira, seja a ponta de um esquema ainda maior na Petrobrás e, apesar de a estatal ter afastado os funcionários diretamente envolvidos no escândalo, os problemas não deixam de ser notados na ONU pelos funcionários do Pacto Global.

A iniciativa foi criada em 2000 para convencer multinacionais de todo o mundo a seguirem os princípios de responsabilidade social. Hoje, 4 mil empresas fazem parte do programa - a ONU espera que elas criem programas de combate à corrupção e, de alguma forma, tornem-se um exemplo.

Por sua posição de destaque internacional, a Petrobrás foi convidada a ingressar no conselho executivo do Pacto Global. É a única empresa latino-americana nessa posição.

Alerta

Na semana passada, em Genebra, o Pacto Global deixou claro que cerca de 500 empresas foram excluídas da iniciativa, em 2006, por não cumprirem os princípios estabelecidos.
Segundo o site da Petrobrás, ao aderir ao pacto, a empresa assumiu um compromisso com o cumprimento de dez grandes diretrizes, extraídas pela ONU de três documentos: a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Declaração Universal dos Direitos da Infância e da Adolescência e o conjunto de tratados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na última segunda-feira, o diretor-executivo do Pacto Global, Georg Kell, enviou uma carta ao presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, considerando “muito preocupante” a notícia de que a estatal não havia aderido à declaração Cuidando do Clima: a Plataforma das Lideranças Empresariais, apresentada nos dias 5 e 6, em Genebra.

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