O escândalo de fraude envolvendo licitações da Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, criou uma saia-justa internacional.
Isso porque a estatal integra, a convite da ONU, o conselho executivo do Pacto Global das Nações Unidas, iniciativa que convoca empresas do mundo todo a lutar contra a corrupção "em todas as formas", entre outras bandeiras que defende.
A Polícia Federal acredita que a quadrilha desbaratada anteontem seja a ponta de um esquema ainda maior na Petrobras e, apesar de a estatal ter afastado os funcionários diretamente envolvidos no escândalo, os problemas não deixam de ser notados na ONU pelos funcionários do Pacto Global.
Nesta quinta-feira, 4 mil empresas fazem parte do programa - a ONU espera que elas criem programas de combate à corrupção e, de alguma forma, tornem-se um exemplo.
A Petrobras é a única empresa latino-americana nessa posição. Na semana passada, em Genebra, o Pacto Global deixou claro que cerca de 500 empresas foram excluídas da iniciativa, em 2006, por não cumprirem os princípios estabelecidos.
Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026
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