Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Fratini recebe prêmio por diálogo interreligioso

Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 11:23, por: CdB

BERTINORO, 5 AGO (ANSA) - O chanceler da Itália, Franco Frattini, recebeu a primeira edição do Prêmio Leonardo Melandri do Museu Interreligioso de Bertinoro, dedicado a personalidades que ajudaram na promoção do diálogo entre religiões monoteístas.
   
Em nota, a direção do museu explicou que o prêmio é uma forma de recordar a figura de Melandri, fundador do museu, o único dedicado ao diálogo entre o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.
   
A cerimônia de premiação, que ocorrerá em 26 de agosto na cidade de Bertinoro, na província de Cesena, no norte da Itália.
   
Segundo a organização do museu, a homenagem ao chefe da diplomacia italiana se deve à "competência de sua atividade institucional".
   
"O ministro Frattini soube reunir junto à União Europeia [UE] e junto à Organização das Nações Unidas [ONU] [pessoas de] diversas proveniências e formações culturais em torno de valores da liberdade religiosa a favor das minorias perseguidas no Iraque e no Paquistão", continuou a nota.
   
A organização do prêmio acrescentou que ele identificou "na defesa do direito à expressão religiosa um elemento imprescindível para a construção do diálogo interreligioso no contexto mais amplo da sociedade civil".
   
Para o museu italiano, enquanto a comunidade científica encontra-se dividida sobre a importância da religião dentro dos direitos civis e sobre a presença da religião dentro de um contexto social democrático, "a ação diplomática do ministro Frattini foi colocada a serviço do reconhecimento da religião como elemento de basilar importância para a estabilização e perpetuação dos valores dentro de toda sociedade".
   
Durante seu mandato como ministro das Relações Exteriores da Itália, Frattini defendeu a manutenção de crucifixos nas salas de aula das escolas do país e apoiou a proibição do uso de burcas por mulheres muçulmanas nas ruas.
   
Nesta semana, uma comissão da Câmara de Deputados deu o primeiro passo para aprovar o projeto de lei que estabelece essa proibição. (ANSA)


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