A França vai derrubar todo o terminal cujo teto desabou no aeroporto Charles de Gaulle-Roissy, em Paris, caso a investigação determine que o prédio não é seguro, disse nesta segunda-feira o chefe da operadora de aeroportos de Paris.
O terminal 2E foi fechado por tempo indeterminado depois do acidente deste domingo, que matou pelo menos quatro pessoas. O fechamento permanente do edifício seria um duro golpe para as finanças da autoridade aeroportuária e para sua imagem, no momento em que se prepara para privatização parcial.
"Se todos os anéis estruturais que formam este terminal estiverem fora do alcance de reparo, vamos derrubar tudo," disse Pierre Graff, presidente da Aeroports de Paris (ADP), ao jornal Le Parisien. "Não correremos riscos em termos de segurança."
Pedaços de concreto, metal e vidro caíram sobre uma área de espera no terminal 2E na manhã deste domingo, derrubando uma estrutura em forma de tubo de 50 metros de comprimento e 30 de largura no maior aeroporto de Paris.
Bombeiros disseram ter retirado quatro corpos dos destroços até a manhã desta segunda-feira. As partes de corpos atribuídas a duas pessoas são de apenas uma vítima, e não de duas, como se pensava anteriormente. A busca pode levar dias e não está claro se há mais corpos, disse um porta-voz.
O terminal futurista era usado principalmente pela empresa francesa Air France e começou a funcionar há apenas 11 meses para receber 10 milhões de passageiros. Os cerca de 60 vôos diários que recebia foram direcionados para outros terminais no aeroporto em Roissy, cidade a nordeste de Paris.
O acidente levantou questões sobre o desenho e a construção do terminal e sobre a velocidade das obras. A França lançou uma investigação criminal, e o arquiteto, Paul Andreu, voltou da China, onde trabalha, para a França.
"Não posso explicar o que aconteceu. Não entendo," disse ele ao jornal L'Humanité.
As ações da construtora francesa Vinci and Eiffage, que ajudou nas obras do terminal, caíram quase 3% depois do acidente.