A ministra francesa da Defesa, Michele Alliot-Marie, disse, nesta sexta-feira, que na Costa do Marfim há "sinais inquietantes" dos extremistas de mais de um bando que podem desembocar em um reatamento das hostilidades.
Alliot-Marie advertiu, em entrevista à emissora de rádio France Inter, da atitude de "extremistas que, em um e outro lado, sobre um fundo de rivalidades étnicas, e inclusive de ódio, sonham em retomar as armas".
Há "sinais inquietantes de um e outro lado porque não aconteceu o desarmamento", acrescentou a ministra, que considera que as eleições presidenciais convocadas na Costa do Marfim para 30 de outubro -embora se contemple um possível atraso- podem servir para a reconciliação se acontecerem "em condições democráticas".
- A comunidade internacional tem que fazer pressão sobre as duas partes para que se dêem as condições nestas eleições - ressaltou a responsável da Defesa, cujo país tem na antiga colônia tropas de interposição entre as forças governamentais no sul e os rebeldes no norte.
Alliot-Marie, que acabava de voltar de uma visita de dois dias ao Kosovo, assinalou que a "calma" que reina na atualidade nessa província balcânica segue sendo "extremamente frágil", sobretudo agora que se entra na nova fase da fixação de seu estatuto definitivo.
Nesse sentido, se referiu à ação de "pequenos grupos muito politizados" que fomentam o ódio e "tentam desestabilizar a situação".
A ministra, que assistiu no Kosovo à transferência do comando da Força Multinacional KFOR entre o general francês Yves de Kermabon e o italiano Giuseppe Valotto, rendeu homenagem aos 2.500 militares franceses dessa missão.