A França quase não se classificou para a Copa do Mundo. Com campanha apenas razoável nas eliminatórias, foi obrigada a disputar a repescagem contra a seleção ucraniana. Com muito sofrimento em Kiev, o resultado foi 2 a 0 para a Ucrânia e, na volta, em Paris, 3 a 0 para a França a Équipe Tricolore carimbou a vaga para o Mundial.
Depois de polêmicas na Euro 2012 e com o treinador Didier Deschamps, Nasri não vai à Copa. Mesmo sem ele, crescimento individual e coletivo dos jogadores favorece a equipe
A França quase não se classificou para a Copa do Mundo. Com campanha apenas razoável nas eliminatórias, foi obrigada a disputar a repescagem contra a seleção ucraniana. Com muito sofrimento em Kiev, o resultado foi 2 a 0 para a Ucrânia e, na volta, em Paris, 3 a 0 para a França a Équipe Tricolore carimbou a vaga para o Mundial e, no sorteio dos grupos, conseguiu fugir do "Grupo da Morte" e terá pela frente as seleções de Suíça, Equador e Honduras na primeira fase.
A França estará no Brasil sem muito alarde, em parte devido às campanhas pífias no último Mundial e na última Eurocopa. Na Copa de 2010, foi eliminada ainda na fase de grupos. Na Eurocopa de 2012 parou na Espanha nas quartas de final. Porém, também pelo chaveamento favorável, mas muito também pelo crescimento coletivo e individual de seus jogadores, a França tem tudo para ir longe na Copa no Brasil.
A convocação do treinador Didier Deschamps capitão do título mundial da França contra o Brasil, em 1998 tem uma base jovem, de alta qualidade técnica e nomes que atuam em clubes do mais alto escalão do futebol europeu.
Se no gol a titularidade é inquestionável, com Hugo Lloris, o sistema defensivo dá à Deschamps interessantes opções. Laurent Koscielny é certo na zaga central, que conta ainda com Mathieu Debuchy. E, se os já tarimbados Evra e Sagna não derem mais conta das laterais, Deschamps conta com Digne, Varane e Sakho, jogadores que fizeram ótima temporada por seus clubes. A ascensão destes três últimos certamente é um dos motivos para a ausência dos experientes Eric Abidal, um dos líderes dos Bleus nas eliminatórias, e Gaël Clichy, do Manchester City.
Comportamento tira Nasri da Copa
Se a defesa está bem servida, o meio-campo é o ponto preocupante para Deschmaps. Com Paul Pogba e Blaise Matuidi, a França tem uma das melhores duplas de volante do mundo. Ambos sabem sair (muito) bem para o jogo, marcam gols e são bons no fundamento do passe.
Mas é na função de criação que o treinador francês carece de boas opções. Deschamps enxerga os meias Cabaye e Valbuena como titulares absolutos, mas nenhum deles tem a classe e a qualidade de jogo de Samir Nasri, cuja ausência na lista dos convocados causou alvoroço na mídia francesa.
Até a namorada do jogador, Anara Atanes, resolveu sair em defesa de Nasri e esbravejou no Twitter. A modelo espanhola não poupou nem o país de origem do meio-campista: "F.... a França e f.... Deschamps. Que m... de treinador!". A explicação pela ausência do meio do Manchester City não é tática e nem técnica. O critério é disciplinar.
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