Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

França rejeita planos dos EUA para o Afeganistão

A França frustrou os planos dos Estados Unidos de usar a nova força de combate da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para aumentar a segurança no território afegão durante as eleições, elevando o nível de tensão entre os dois países, disseram diplomatas nesta terça-feira. (Leia Mais)

Terça, 29 de Junho de 2004 às 07:00, por: CdB

A França frustrou os planos dos Estados Unidos de usar a nova força de combate da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para aumentar a segurança no território afegão durante as eleições, elevando o nível de tensão entre os dois países, disseram diplomatas nesta terça-feira.

"A França e, de forma menos categórica, outros países como a Espanha mostram-se relutantes com o uso da Força de Resposta da Otan (NRF)", afirmou um enviado durante a cúpula da aliança atualmente realizada em Istambul. "Os franceses dizem que a força não está pronta para agir naquele tipo de ambiente e que não deveria ser usada como tapa-buracos para a falta de soldados em operações de rotina."

A oposição da França à proposta, que poderia resolver o problema da Otan em encontrar soldados para garantir a segurança das eleições de setembro, enfureceu o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, um dos maiores defensores da idéia.

Segundo uma importante autoridade norte-americana, Rumsfeld tinha sugerido que a aliança usasse sua Comissão de Planejamento de Defesa, da qual a França não participa, para autorizar o envio de soldados da NRF.

Tal decisão seria normalmente tomada pelo Conselho do Atlântico Norte, um órgão do qual participam os 26 países-membros da aliança e que toma decisões por consenso.

O presidente francês, Jacques Chirac, disse que a NRF, criada no ano passado, mas prevista para estar totalmente pronta para agir apenas em outubro de 2006, deveria ser usada somente quando houvesse uma séria ameaça à segurança, e não para missões como as realizadas no Afeganistão.

A NRF está sendo criada para fazer o que a Otan não conseguiu depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA: agir com rapidez e de forma enérgica quando um aliado for atacado por um inimigo distante.

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