O governo francês e a companhia ferroviária estatal do país, a SNCF, foram condenados a pagar indenizações por causa da deportação de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
O caso foi aberto por um grupo de parentes de judeus deportados para o campo de Drancy, nos arredores de Paris, durante a ocupação nazista da França.
Mais de 75 mil judeus foram transportados de lá para campos de extermínio na Alemanha.
O tribunal considerou que tanto o Estado francês como a empresa de transporte seriam culpadas de crimes contra a humanidade. Eles foram condenados a pagar 60 mil euros (o equivalente a cerca de R$ 174 mil) para a família.
<b>Fim da guerra</b>
A defesa argumentou que a companhia foi forçada a colaborar com as forças de ocupação, se disse surpresa com o veredito e disse que vai recorrer. Foi a primeira vez que um tribunal francês refutou esta linha de defesa.
- A corte reconheceu que essas não foram ações de indivíduos ou colaboradores, mas sim responsabilidade do Estado - disse Alain Lipietz, que teve o pai capturado em Toulouse em 1944 e enviado para Drancy.
Registros mostram que a SNCF continuou cobrando o governo francês pelo transporte dos judeus mesmo depois do fim da ocupação nazista.