A companhia entrou com o recurso contra a determinação do CNIL junto ao tribunal administrativo supremo da França, o Conselho de Estado
Por Redação, com Reuters - de Bruxelas/Paris:
O Google, da Alphabet, entrou com um recurso nesta quinta-feira contra uma ordem da autoridade de proteção a dados francesa para remover certos resultados de buscas na Web globalmente em resposta a uma determinação europeia sobre privacidade, escalando uma batalha sobre o alcance da lei europeia.
Em maio de 2014, o Tribunal de Justiça da União Europeia determinou que as pessoas podem pedir a mecanismos de busca como Google e Bing, da Microsoft, a remoção de informações inadequadas ou irrelevantes de resultados que aparecem sob pesquisas por nomes, o chamado "direito de ser esquecido".
O Google cumpriu a determinação, mas apenas limpou os resultados em sites europeus como o Google.de, na Alemanha, e Google.fr, na França, argumentando que fazê-lo de outro modo estabeleceria um precedente perigoso no alcance territorial de leis nacionais.
Em fevereiro, a empresa também começou a deslistar resultados em todos os domínios, incluindo o Google.com, quando acessado do país de onde a solicitação vinha.
O regulador francês, a Commission Nationale de l'Informatique et des Libertes (CNIL), multou o Google em 100 mil euros em março por não limpar as listas mais amplamente, argumentando que esta era a única forma de garantir o direito dos europeus à privacidade.
– Tanto com relação à lei quanto a princípios, discordamos desta demanda – disse Kent Walker, vice-presidente sênior do Google e conselheiro geral, em uma publicação em um blog.
A companhia entrou com o recurso contra a determinação do CNIL junto ao tribunal administrativo supremo da França, o Conselho de Estado.
Um roubo de dados do LinkedIn ocorrido em 2012 pode ter afetado muito mais usuários do que o anteriormente estimado, disse a rede social para profissionais nesta quarta-feira.
O LinkedIn disse em comunicado que está trabalhando para invalidar as senhas de cerca de 100 milhões de contas após "ter ficado ciente de um conjunto adicional de dados que acabaram de ser divulgados e que alegam ser combinações de e-mail e senhas criptografadas de mais de 100 milhões de membros do LinkedIn daquele mesmo roubo em 2012".
A empresa disse que estava "adotando ações imediatas para invalidar as senhas das contas afetadas e entrará em contato com os membros para reiniciarem suas senhas. Não temos indicações de que isto seja resultado de uma nova falha de segurança".
Mais de 6 milhões de senhas foram roubadas quando o LinkedIn foi invadido por hackers em 2012.