Jovens alemães e belgas também aderiram aos protestos violentos. Na Bélgica, cinco carros foram incendiados em Bruxelas durante a madrugada, elevando para 10 o número de veículos queimados no país desde domingo. Na Alemanha, várias manifestações também ocorreram durante a noite, com violência moderada. Autoridades acreditam que os atos sejam imitação da violência francesa.
Ignorando uma ameaça do governo de impor um toque de recolher, jovens causaram tumultos pela 12ª noite consecutiva na França, incendiando mais de 800 veículos em todo o país e ferindo quatro policiais, segundo balanço, nesta terça-feira, do Ministério do Interior.
Os protestos noturnos contra o racismo e o desemprego diminuíram na região da Grande Paris, onde a violência havia se intensificado a ponto de policiais serem atingidos, mas continuaram em outras partes da França. Os tumultos aconteceram apesar de um alerta do primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, de que tomaria medidas firmes contra quem violasse a lei, incluindo reforços policiais e toques de recolher não vistos no país desde a guerra da Argélia (1954-1962).
O gabinete de Villepin reunir-se nesta terça para aprovar as medidas. Uma cidade a leste de Paris impôs se próprio toque de recolher na noite de segunda-feira e outra a oeste da capital organizou patrulhas civis para ajudar a polícia.