A França poderia considerar a presença de uma força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Iraque se ela fosse aprovada por uma governo iraquiano soberano e pela Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin, em entrevista publicada nesta quinta-feira.
A França liderou a oposição à guerra lançada pelos EUA no Iraque e até agora Villepin dizia que era prematuro discutir qualquer presença da Otan no país.
``A Otan só poderia ser envolvida a pedido de um governo iraquiano e com o consentimento anterior da ONU'', afirmou o chanceler ao jornal Le Figaro.
``É preciso muito cuidado sobre o que alguns países na região possam encarar como um ato de agressão. Nada seria pior do que provocar um sentimento de confronto entre o mundo árabe e nossos países, entre o Ocidente e o Islã'', disse.
Villepin não especificou se a França ofereceria soldados para uma futura missão da Otan, reiterando apenas que Paris estava pronta para dar treinamento policial depois que o poder for transferido de volta aos iraquianos.