O governo francês criou, neste sábado, o Conselho Francês para a Fé Muçulmana, que terá o objetivo de representar a forte comunidade islâmica do país. Há cerca de cinco milhões de muçulmanos na França. O primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin, pediu aos 200 participantes do Conselho que eles não permitissem que sua fé fosse usada por extremistas. O governo francês celebrou a criação do Conselho como uma forma de lutar contra o separatismo religioso, defender os valores republicanos e contribuir para a coesão social da França. O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, disse, na primeira reunião do Conselho Francês para a Fé Muçulmana, que ele esperava que o grupo fosse porta-voz do que ele chamou de "voz iluminada do Islã". Raffarin disse ainda que o Conselho deveria ter uma parte ativa no controvertido debate sobre se as meninas muçulmanas podem usar as roupas típicas, com a cabeça coberta, na escola. Na reunião, um grupo de intelectuais muçulmanos condenou aqueles que querem explorar o Islamismo em nome de razões políticas radicais. A principal tarefa do novo conselho muçulmano é a de oferecer uma ajuda religiosa aos muçulmanos.