O ex-ditador panamenho Manuel Noriega foi condenado nesta quarta-feira a sete anos de prisão na França pela lavagem de milhões de euros em contas bancárias e propriedades francesas na década de 1980. O ex-general de 76 anos foi extraditado para a França em abril, depois de cumprir pena de 20 anos nos Estados Unidos por narcotráfico, lavagem de dinheiro e chantagem.
Em 1999, Noriega já havia sido condenado à revelia na França por lavagem de dinheiro relacionado a cartéis colombianos do narcotráfico.
A Corte Penal de Paris também ordenou o confisco de 2,3 milhões de euros das contas e exigiu o pagamento de 1 milhão de euros em indenizações ao Panamá.
Nascido num bairro pobre, Noriega fez carreira no Exército e controlou o país durante a maior parte da década de 1980, até ser derrubado em 1989 numa invasão norte-americana.
Durante o seu governo, o Panamá se tornou um centro de distribuição da cocaína produzida na vizinha Colômbia, e o então ditador recebeu remessas de bilhões de dólares.
A promotoria francesa havia pedido pena de dez anos de prisão. Os três anos que ele passou à espera da extradição serão contabilizados no total de sete anos, e pela lei francesa ele pode solicitar liberdade condicional após cumprir metade da pena, o que significa que poderá ser solto em menos de um ano.
Mas o governo panamenho também solicita a extradição dele, para que cumpra as penas às quais já foi condenado em seu país natal, além de responder a outros processos que ainda tramitam. Ele pode ser condenado a 20 anos de prisão no Panamá, mas, por sua idade avançada, provavelmente cumpriria prisão domiciliar.
"Que volte para cá e que pague aqui. Aqui começou e aqui deve terminar", disse Ulpidia Camarena, um contínuo de 47 anos que esperava um ônibus na Cidade do Panamá.
"Fez muitas coisas más."
Noriega está detido na prisão parisiense de La Santé, onde há outro estrangeiro famoso, o radical venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos, o Chacal, que foi condenado à prisão perpétua por assassinato.
Os advogados de Noriega alegavam que a extradição dele para a França foi ilegal, pois como prisioneiro de guerra --status concedido pelos Estados Unidos-- não estava sujeito à jurisdição dos tribunais franceses.
"Denunciamos esta decisão com conotações políticas, que sem dúvida convém às autoridades norte-americanas", disse à imprensa o advogado Olivier Metzner. Ele disse que a defesa de Noriega ainda não se decidiu sobre um recurso.
França condena Noriega a 7 anos de prisão
O ex-ditador panamenho Manuel Noriega foi condenado nesta quarta-feira a sete anos de prisão na França pela lavagem de milhões de euros em contas bancárias e propriedades francesas na década de 1980. O ex-general de 76 anos foi extraditado para a França em abril, depois de cumprir pena de 20 anos nos Estados Unidos por narcotráfico, lavagem de dinheiro e chantagem.
Quinta, 08 de Julho de 2010 às 10:56, por: CdB
O ex-ditador panamenho Manuel Noriega foi condenado nesta quarta-feira a sete anos de prisão na França pela lavagem de milhões de euros em contas bancárias e propriedades francesas na década de 1980. O ex-general de 76 anos foi extraditado para a França em abril, depois de cumprir pena de 20 anos nos Estados Unidos por narcotráfico, lavagem de dinheiro e chantagem.
Em 1999, Noriega já havia sido condenado à revelia na França por lavagem de dinheiro relacionado a cartéis colombianos do narcotráfico.
A Corte Penal de Paris também ordenou o confisco de 2,3 milhões de euros das contas e exigiu o pagamento de 1 milhão de euros em indenizações ao Panamá.
Nascido num bairro pobre, Noriega fez carreira no Exército e controlou o país durante a maior parte da década de 1980, até ser derrubado em 1989 numa invasão norte-americana.
Durante o seu governo, o Panamá se tornou um centro de distribuição da cocaína produzida na vizinha Colômbia, e o então ditador recebeu remessas de bilhões de dólares.
A promotoria francesa havia pedido pena de dez anos de prisão. Os três anos que ele passou à espera da extradição serão contabilizados no total de sete anos, e pela lei francesa ele pode solicitar liberdade condicional após cumprir metade da pena, o que significa que poderá ser solto em menos de um ano.
Mas o governo panamenho também solicita a extradição dele, para que cumpra as penas às quais já foi condenado em seu país natal, além de responder a outros processos que ainda tramitam. Ele pode ser condenado a 20 anos de prisão no Panamá, mas, por sua idade avançada, provavelmente cumpriria prisão domiciliar.
"Que volte para cá e que pague aqui. Aqui começou e aqui deve terminar", disse Ulpidia Camarena, um contínuo de 47 anos que esperava um ônibus na Cidade do Panamá.
"Fez muitas coisas más."
Noriega está detido na prisão parisiense de La Santé, onde há outro estrangeiro famoso, o radical venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos, o Chacal, que foi condenado à prisão perpétua por assassinato.
Os advogados de Noriega alegavam que a extradição dele para a França foi ilegal, pois como prisioneiro de guerra --status concedido pelos Estados Unidos-- não estava sujeito à jurisdição dos tribunais franceses.
"Denunciamos esta decisão com conotações políticas, que sem dúvida convém às autoridades norte-americanas", disse à imprensa o advogado Olivier Metzner. Ele disse que a defesa de Noriega ainda não se decidiu sobre um recurso.