Segundo o Ministério do Interior, a taxa de participação dos eleitores ao meio-dia, horário de Paris (7h de Brasília), superava 31%, o número mais importante registrado nesse mesmo horário desde as eleições presidenciais de 1981.
A taxa observada até o momento representa dez pontos percentuais acima do registrado nesse mesmo horário durante as eleições presidenciais de 2002, informa o Ministério francês.
Esta campanha presidencial francesa está sendo uma das mais empolgantes da história recente da França, e a expectativa é de que a taxa de abstenção fique bem abaixo da registrada nas eleições presidenciais de 2002, que foi de 28,4%.
Os franceses também se inscreveram em massa para escolher o futuro presidente do país. Essas eleições presidenciais registram 3,3 milhões de novos eleitores em relação à votação anterior, número superior ao crescimento demográfico da França no mesmo período.
Cerca de um milhão de franceses que residem no continente americano e nos territórios ultramarinos, como a Guiana Francesa e a Martinica, votaram no sábado.
Votação
Os principais candidatos às eleições presidenciais na França já votaram nesta manhã, acompanhados de um batalhão de jornalistas.
Nicolas Sarkozy, da direita, forte candidato nas pesquisas de opinião, foi o primeiro a votar, em Neuilly sur Seine, subúrbio elegante de Paris que comandou como prefeito até 2002.
A socialista Ségolène Royal votou em Melle, na região de Deux-Sèvres.
O centrista François Bayrou votou na cidade de Pau, no sul da França.
O candidato da extrema-direita, Jean-Marie Le Pen, votou em Saint-Cloud, uma outra periferia elegante de Paris.
A votação será encerrada na maior parte da França às 18 horas de Paris, mas em grandes cidades, como Paris e sua periferia, Toulouse, Marselha e Lyon a votação terminará apenas às 20 horas.
Neste mesmo horário, já serão divulgadas as primeiras estimativas oficiais e já se saberá quem irá disputar o segundo turno, no dia 6 de maio.
Suspense
O suspense irá durar até os últimos instantes. Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal são os favoritos nas pesquisas, mas os analistas preferem ser prudentes.
O centrista François Bayrou e o líder da extrema-direita, Jean-Marie Le Pen, também têm chances de brigar por uma vaga no segundo turno, e se dizem confiantes quanto aos resultados.
"Tudo pode acontecer", publica o jornal Le Parisien deste domingo em sua manchete.
Doze candidatos disputam o primeiro turno das eleições presidenciais na França neste domingo.