O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse nesta sexta-feira que o governo iniciou uma ação legal contra os gerentes locais do serviço norte-americano de motoristas Uber, denunciando a atitude da companhia como "cínica" e "arrogante".
A França já ordenou uma repressão nacional ao aplicativo UberPOP na quinta-feira
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse nesta sexta-feira que o governo iniciou uma ação legal contra os gerentes locais do serviço norte-americano de motoristas Uber, denunciando a atitude da companhia como "cínica" e "arrogante".
A França já ordenou uma repressão nacional ao aplicativo UberPOP na quinta-feira, tomando partido dos taxistas que bloquearam rodovias em protesto contra o serviço.
Frente à ameaça de uma nova interrupção, até o presidente François Hollande interveio, pedindo em uma cúpula da União Europeia em Bruxelas pela dissolução das atividades do UberPOP na França.
Uma lei de outubro de 2014 baniu a relação de clientes com motoristas não registrados. No entanto, o Uber contesta a regra, dizendo que é pouco clara e contraria a liberdade de fazer negócios. Uma decisão constitucional é esperada por volta de setembro.
Na quinta-feira, Cazeneuve ordenou que a polícia de Paris emitisse um decreto banindo o UberPOP e informou que carros que desafiassem a lei iriam ser tomados. O gerente-geral da Uber France, Thibaud Simphal, disse que as medidas "não mudaram nada" e que a demanda pelos serviços na França iriam continuar.
Aplicativo de táxi chinês
O aplicativo de táxi online dominante na China Didi Kuaidi disse a acionistas nesta sexta-feira que tem três vezes mais viagens de carros privados que o Uber Technologies, semanas após seu rival norte-americano se gabar de sucesso semelhante em carta a investidores.
O Didi Kuaidi, que controla 80% do mercado de táxi online da China e cuja companhia controladora é a Xiaoju Kuaizhi, começou na semana passada a levantar ao menos US$ 1,5 bilhão de investidores, disse a carta. O volume da captação pode subir para US$ 2 bilhões devido à forte demanda, em uma transação que avalia a companhia em US$ 15 bilhões, disseram à agência inglesa de notícias Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.
Tal valor é inferior ao de pelo menos US$ 40 bilhões atribuído ao Uber, que em sua carta a acionistas de 12 de junho disse que planeja investir mais de US$ 1 bilhão na China para levantar o crescimento na segunda maior economia do mundo.
- Em corridas no geral, agora temos 10 vezes o volume de nosso competidor mais próximo na China e ao menos três vezes seu volume global - disse o Didi Kuaidi em sua carta a acionistas, obtida pela Reuters. "Com vantagens em escala e eficiência operacional, podemos fornecer mais pedidos de corridas para motoristas do que a concorrência".
O Didi Kuaidi é apoiado nas duas maiores companhias de internet da China, o Alibaba e a Tencent. O Uber é apoiado pela rival de menor porte Baidu.
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