Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Fracassam as negociações quanto a um acordo global de livre comércio

Segunda, 25 de Novembro de 2013 às 09:57, por: CdB
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Roberto Azevedo é um dos fortes candidatos à secretaria geral da OMC
As exaustivas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) acerca do primeiro acordo global de livre comércio fracassaram na madrugada desta segunda-feira, sem um acordo sobre o texto a ser apresentado em dezembro, durante reunião ministerial em Bali. Sem chances reais de seguir adiante, o acordo que visa simplificar o trâmite aduaneiro e acelera o comércio global depende, agora, de um acordo direto entre os ministros que se reunirão na conferência bienal da OMC, na ilha indonésia. A Câmara Internacional de Comércio diz que o acordo agregaria US$ 960 bilhões à economia mundial e criaria 21 milhões de empregos, sendo 18 milhões em nações em desenvolvimento. O pacto também reavivaria a confiança na OMC como um fórum para negociações comerciais. O acordo proposto inclui elementos da Rodada Doha de negociações comerciais, que foi iniciada em 2001, mas fracassou repetidamente na busca por um acordo na década subsequente. Diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo forçou os diplomatas dos 159 países membros a passarem por árduas dez semanas de negociações, na esperança de definirem o texto a ser aprovado pelos ministros. Na sexta-feira, Azevêdo ainda esperava concluir um acordo no fim de semana. Mas a sessão final de negociação em Genebra terminou às 7h (4h em Brasília) sem qualquer acordo. Taco Stoppels, conselheiro da missão holandesa junto à OMC, disse pelo Twitter que Azevêdo "encerrou a reunião simplesmente agradecendo a todos. O texto não está pronto". Pessoas envolvidas nas negociações disseram que os participantes chegaram perto de um acordo, mas que o progresso em alguns momentos foi glacial. – Passamos nove horas em um parágrafo nesta manhã. Mais uma vez, uma experiência de quase morte – disse um participante na noite passada. Questões não resolvidas incluem um plano indiano para estoque de safras que estaria isento das regras da OMC sobre subsídios, e uma contestação ao embargo econômico dos EUA a Cuba. A Turquia também tem preocupações sobre as novas regras a respeito de trânsito de mercadorias, e a América Central resiste à eliminação dos despachantes aduaneiros. Azevêdo falará aos embaixadores da OMC durante uma reunião do Conselho Geral do organismo na terça-feira, quando o trabalho, embora inconcluso, será formalmente apresentado à conferência ministerial.
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