A Petrobras e a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB) não chegaram a qualquer acordo, nas negociações encerradas nesta sexta-feira, sobre o aumento do preço do gás boliviano vendido ao Brasil. Os bolivianos querem rever a cláusula de preço do contrato de suprimento assinado entre as duas empresas e chancelado pelo governo dos dois países. A estatal brasileira, porém, não aceita qualquer tipo de aumento com a alegação de que não há espaço para reajustes no mercado brasileiro.
A Petrobras comunicou, ainda, após dois dias de reunião, por meio de nota oficial, que na terceira rodada realizada para discutir o assunto, as duas empresas " apresentaram e ouviram argumentações de parte a parte e avaliaram alternativas para a continuidade do processo negocial " .
Há uma nova reunião marcada entre as empresas para a semana de 7 a 11 de agosto, no Rio de Janeiro. Como a Bolívia deu início ao processo formal de revisão do contrato, ela poderá entrar com pedido de arbitragem na Justiça de Nova York no dia 15 de agosto, quando vence o prazo de 45 dias para as partes chegarem a um acordo. Hoje o gás mais caro importado da Bolívia - são dois preços - é vendido por aproximadamente US$ 5. E o governo da Bolívia quer aumentar para até U$ 8, como já adiantou o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Solíz Rada.
O aumento desejado pela YPFB, segundo analistas de mercado, significaria um retrocesso para o consumo de gás no Brasil e a substituição dessa commodity por outros energéticos como óleo combustível e lenha.