Os líderes europeus não conseguiram chegar a um acordo, neste sábado, sobre a primeira constituição da União Européia, por conta de divergências sobre o sistema de votação.
"A presidência italiana comprovou que não é possível continuar", declarou uma fonte ligada à cúpula de Bruxelas após a série de encontros bilaterais entre os Chefes de Estado e de Governo da UE ontem e hoje.
Os governantes do continente, que participam de um almoço, depois do qual darão por encerrada a negociação, decidiram retomar os trabalhos no início de 2004, durante a presidência semestral da Irlanda, segundo outra fonte.
O presidente da UE, Silvio Berlusconi, decidiu não apresentar uma nova proposta para tentar obter a aprovação de Espanha e Polônia. Depois das reuniões, a Itália constatou que não conseguiu colocar nada no papel", informou uma fonte diplomática, acrescentando que durante os debates foi citada uma proposta de acordo que não foi aceita pela Polônia.
O primeiro-ministro polonês, Leszek Miller, convocou um conselho de ministros para a tarde de hoje em Varsóvia, informou seu porta-voz.
Os contatos do final de semana tentavam obter um acordo em relação ao ponto mais problemático da negociação: a reforma do sistema de decisão por maioria no conselho de ministros.
Espanha e Polônia não concordam com a mudança e desejam manter o último método adotado, o do tratado de Nice, que ficará em vigor de 2004 a 2009, porque com o mesmo poderão compor mais facilmente minorias com o poder de bloquear algumas decisões.
O projeto de reforma é apoiado pelos outros 23 países da UE, ou seja, a maioria das nações, que também representam 60% da população européia.