Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Fórum Social Mundial 2005 quer ser mais popular

Fórum sairá do Centro de Eventos da PUC com o objetivo de tornar mais pública sua relação com a população, valorizando espaços tradicionais de Porto Alegre, como o Parque da Redenção e a orla do Guaíba. Economia solidária, cultura e comunicação popular farão parte do dia-a-dia do FSM. (Leia Mais)

Terça, 25 de Maio de 2004 às 06:39, por: CdB

Faltando pouco mais de oito meses para seu início, a quinta edição do Fórum Social Mundial, que será realizada entre 26 e 31 de janeiro de 2005, na capital gaúcha, começa a definir seu desenho, com muitas novidades. Entre elas, uma mudança de casa: o Fórum sairá do Centro de Eventos da PUC, local que concentrou as principais atividades nas três primeiras edições, e se espalhará por espaços tradicionais de Porto Alegre, como o Parque da Redenção e a orla do Guaíba, na região compreendida entre o Anfiteatro Pôr do Sol e o Cais do Porto. As mudanças foram definidas em uma reunião realizada neste final de semana, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, com a presença de representantes do Comitê Organizador e do Conselho Internacional.

Durante a reunião foram debatidas várias hipóteses de trabalho no sentido de dotar o Fórum de um novo desenho na cidade. Inspirados pela experiência do FSM 2004, em Mumbai, os participantes concordaram em levar os debates do Fórum para o coração da capital gaúcha, procurando aprofundar o envolvimento das organizações sociais locais e envolver mais diretamente a cidadania porto-alegrense, aproveitando-se, entre outras coisas, do acúmulo da experiência do Orçamento Participativo. A idéia é aproveitar os espaços públicos que têm um grande valor afetivo para a cidade, como o Parque da Redenção e a orla do Guaíba. O novo formato também inclui a valorização da economia solidária, da cultura e da comunicação popular no dia-a-dia do evento.

O novo formato geográfico do Fórum terá, assim, dois eixos centrais que se articularão entre si. Um deles ficará na Redenção, uma das principais áreas verdes da cidade, compreendendo o Auditório Araújo Vianna e o Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além de debates e atividades durante o dia, a Redenção deverá sediar, todas as noites, festas mundiais do Fórum. O outro eixo se estenderá do Cais do Porto ao Anfiteatro Pôr do Sul, onde serão construídos grandes espaços aglutinadores que funcionarão como bairros de discussões temáticas. Essas mudanças geográficas, que pretendem tornar mais pública a relação dos habitantes de Porto Alegre com o Fórum, estão diretamente relacionadas às mudanças metodológicas que também serão implementadas. A partir de agora, os organizadores do FSM iniciam um trabalho mais acelerado para implementar as mudanças. Trabalho que inclui, entre outras coisas, estudos de impacto ambiental, definição de orçamentos e busca de patrocínios.

Mudanças metodológicas e organizativas
Além de um novo mapa geográfico e de uma relação mais pública com a cidade, já se sabe que o evento terá uma série mudanças metodológicas e organizativas. Os organizadores do FSM querem manter a diversidade característica do evento e ampliar sua capacidade de promover articulações políticas e ações comuns. Para tanto, a própria natureza das atividades deve sofrer alterações. Entre elas, uma maior valorização dos seminários e oficinas e uma mudança no estatuto das "grandes atividades" (conferências, painéis, testemunos, e mesas de diálogo e controvérsias).

Para definir melhor a lógica dessas mudanças, uma carta está sendo enviada a todas as organizações envolvidas com o FSM para que elas possam se manifestar sobre as mesmas. Além disso, um questionário-consulta também será enviado para identificar interesses temáticos e propostas de atividades. A organização do Fórum trabalha com a idéia de aglutinar, o máximo possível, as oficinas e seminários, de modo a diminuir a dispersão dos debates e facilitar as articulações entre as entidades que têm interesses comuns. O questionário poderá ser respondido via internet ou pelo correio normal, no caso das entidades que não têm acesso à rede. As informações alimentarão um grande banco de dados, com acesso livre, sobre as atividades do FSM 2005.


Por entender que uma das principais razões de sucesso dos Fóruns Sociais Mundiais mundiais é sua fórmula não-centralizada,

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