O 4º Fórum Social Pan Amazônico começou oficialmente em Manaus nesta terça-feira. A solenidade de abertura, ocorrida na sede da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) contou com autoridades de vários segmentos. Segundo os organizadores, a idéia é regionalizar as discussões e aprofundar as questões da Amazônia.
Segundo José Luiz Del Royo, membro do Comitê Internacional do Fórum Social Mundial, este é o primeiro passo de uma caminhada rumo à democratização nas fronteiras sociais. "Nós precisamos radicalizar a democracia, a começar pelas fronteiras, radicalizar intercâmbios de solidariedade, fomentando a troca de experiências", disse.
O prefeito de Manaus, Serafim Correa (PSB), indagado sobre a possibilidade de a cidade de firmar como sede permanente do Fórum, foi categórico: "Isso não é possível, porque cada cidade deve receber esse encontro que discute a diversidade. Alguém falou sobre a falta de água no mundo. Em Manaus, apesar de estar à beira de um dos maiores rios do mundo, existem bairros que não têm água. Nós precisamos discutir essa realidade", completou.
O Fórum Social Pan-Amazônico conta com a participação de representantes de nove países, entre eles: Equador, Argentina, Bolívia, Guiana, India. A solenidade de abertura contou com a presença de Waldemir Santana, Presidente Regional da Central Única dos Trabalhadores; Adilson Vieira, Secretário Geral do Grupo de Trabalho Amazônico; José Ribamar Mitoso, Representante do Sindicato dos Escritores; José Rocha, membro do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); Marcus Barros, Superintendente Nacional do Ibama, além do prefeito de Manaus, Serafim Correa.
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
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