Refletir sobre a temática das relações raciais, trocar experiências e discutir alternativas para a criação de políticas públicas de combate à discriminação e à desigualdade racial a serem implantadas pelo Governo e sociedade civil é o objetivo do Fórum Estadual de Educação e Diversidade Étnico-Racial a em curso até a tarde desta terça-feira. O racismo nas escolas e as formas de integração de pessoas de cores e credos diferentes são os desafios em debate no encontro que reuniu, nesta segunda-feira, cerca de 300 professores no Auditório Gilberto Freyre, Centro do Rio.
Na primeira palestra, o professor de Geografia Carlos Moore, da Universidade do Caribe (UW), Kigston, Jamaica, abriu a Conferência com o tema A Importância do Ensino de História Africana para a Compreensão das Relações Étnico-Raciais na Educação Brasileira. Ele demonstrou, segundo a cartografia etnólogica do Brasil e da África, que a História brasileira e do continente africano é diferente do que contam os livros disseminados nas escolas. Para Moore, o racismo começa com a disposição do mapa-mundi, que mostra o lado Norte para cima.
- Quem disse que o Norte é em cima e o Sul é embaixo, com uma extensão territorial muito menor? Toda a cartografia em uso está baseada em estudos ainda do século XVI, obviamente ultrapassada em todos os sentidos - afirmou.
Na mesa-redonda que se seguiu, sob o tema Políticas de Ações Afirmativas no Contexto da Educação: Caminhos e Desafios, teve como palestrantes um representante da Secretaria Estadual de Educação e do representante do Ministério da Educação no Estado do Rio, professor William Campos, além de representantes da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e do professor Roberto Guimarães Bodin, presidente do Conselho Estadual de Educação/RJ.
Nesta terça-feira, as atividades começam às 8h30m com o relato de experiências no painel Promovendo a Igualdade Racial no Cotidiano Escolar. O painel com o tema História e Desafios à Implementação da Lei nº 10.639/03 traz Benilda Regina Paiva de Brito, da PUC/MG e Grupo de Mulheres Nzinga/MG e Amauri Mendes, do MEC. Novos Paradigmas para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana ficará a cargo dos palestrantes Carlos Alberto Medeiro (SEDH/RJ), Azoilda Trindade (Unesa), Vera Néri (Unisuam)e Helena Teodoro (UGF). No encerramento, monólogo musical O Cheiro da Feijoada, com texto de Tomás Bak, a atriz Iléa Ferraz e Juninho do Vale na percussão. O Palácio Gustavo Capanema fica na Rua da Imprensa, 16.