As ações do Estado brasileiro para combater o trabalho de crianças devem dar prioridade ao campo, onde estão 65,8% trabalhadores com 5 a 9 anos de idade. O diagnóstico é do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. “Mais grave é a situação no campo, onde não há escolas e nem pensar creches, que são um direito dessas crianças, o de estarem protegidas enquanto os pais estão trabalhando", afirma a secretária executiva do fórum, Isa Oliveira.
"Tem que se levar essa sensibilização de uma forma mais extensiva, inclusive ouvindo as famílias que trabalham no campo e dando a elas a oportunidade de que suas escolas tenham acesso a essa proteção que é devida. Se há carência de escolas na área urbana, isso se torna muito mais grave na área rural”, disse a secretária.
Para ela, uma das principais estratégias para reduzir o trabalho infantil no país é investir na educação. “Promover o acesso à escola, mas também a permanência das crianças na escola para que não engrossem os indicadores de evasão escolar. São formas de prevenir e realmente combater o trabalho infantil: manter a criança na escola de qualidade, aprendendo.”
Isa Oliveira também destacou a necessidade de articulação de políticas públicas para que a proteção à criança seja prioridade em todas as áreas – educação, saúde, cultura, esporte. “É uma obrigação constitucional priorizar o atendimento à criança, dar a ela o acesso a esses bens e serviços para que se tornem jovens com escolaridade e acesso à profissionalização e possam ser inseridas no mercado de trabalho na idade adequada e em condições dignas”, ressaltou.
O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil reúne 52 entidades, entre representantes do governo, empregadores, organizações não-governamentais, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Fórum defende ações contra o trabalho infantil na área rural
As ações do Estado brasileiro para combater o trabalho de crianças devem dar prioridade ao campo, onde estão 65,8% trabalhadores com 5 a 9 anos de idade. O diagnóstico é do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. “Mais grave é a situação no campo, onde não há escolas e nem pensar creches, que são um direito dessas crianças, o de estarem protegidas enquanto os pais estão trabalhando", afirma a secretária executiva do fórum, Isa Oliveira. (Leia Mais)
Sábado, 15 de Setembro de 2007 às 09:53, por: CdB