O dólar encerrou em baixa nesta segunda-feira, favorecido por fortes ingressos de recursos. A decisão do país de não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) deu sustentação ao movimento.
A divisa norte-americana fechou vendida a 2,723 reais, em baixa de 0,62%.
- A notícia do FMI colaborou com a queda, não teve um impacto muito forte, mas se somou ao fluxo positivo - apontou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
Segundo a diretora, a decisão do Brasil de não renovar o acordo com o FMI que expira no final do mês é positiva pois:
- Significa que estamos com os fundamentos econômicos bons para podermos deixar em stand-by o empréstimo.
Analistas destacaram que a presença de exportadores na ponta de venda do mercado foi pontual para o declínio da moeda. Os dados da balança comercial também animaram, mostrando que o saldo positivo acumulado em março é de 3,022 bilhões de dólares.
Na primeira etapa do dia, no entanto, o dólar operou em leve alta, refletindo a cautela dos investidores com o cenário externo. O dólar seguiu se valorizando em relação a outras moedas, com o euro sendo negociado abaixo de 1,29 dólar.
O mercado de dívida também teve uma sessão fraca, com os títulos da dívida brasileira exibindo baixa e o risco-país em alta.
O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos também subiu nesta segunda-feira, para cerca de 4,63%.
Para Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prósper:
- Hoje não era um dia para o dólar cair tanto, mas o mercado é soberano, se tem dólares, o preço cai mesmo.
A diretora da AGK acredita que, se não houver mudanças bruscas no cenário observado nesta sessão, o dólar deve oscilar entre leves altas ou baixas nos próximos dias, com a pressão vinda dos juros norte-americanos e o alívio com os ingressos de recursos.
Analistas lembraram ainda que a ausência dos leilões de compra de dólares pelo Banco Central ajuda a reduzir as pressões sobre o câmbio.
Fortes ingressos ajudam e dólar cai a R$2,723
Segunda, 28 de Março de 2005 às 14:29, por: CdB