Uma explosão na central nuclear de Fukushima, danificada pelo terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter que abalou o Japão nesta sexta-feira (11/03), deixou vários feridos, informou a emissora japonesa NHK. Parte do teto do edifício que abriga o reator nuclear da central conhecida como Fukushima 1, onde o nível de radioatividade havia aumentado de forma alarmante na sequência do forte sismo, veio abaixo.
Por enquanto, não há dados oficiais sobre a dimensão da catástrofe nem está claro se ela está relacionada com a fusão do núcleo do reator, que vinha sendo especulada anteriormente.
Segundo a empresa operadora, a Tokyo Electric Power (TEPCO), a explosão deixou quatro feridos, que entretanto não correm perigo de vida. Os técnicos trabalhavam na redução da pressão dos reatores da central, a fim de evitar a fusão do núcleo dos mesmos devido à falência dos sistemas de refrigeração.
Nas proximidades da central, foi detectado césio radioativo, segundo a comissão de segurança atômica citada pela agência Kyodo, o que poderia ser indício de uma fusão nuclear no reator. Imagens da televisão pública NHK mostram uma nuvem de fumaça branca sobre a central nuclear. A rede anunciou que o nível de radioatividade está 20 vezes superior ao normal.
As autoridades locais tinham ordenado na sexta-feira a evacuação da zona num raio de 10 quilômetros ao redor da central. Na sequência da explosão, a NHK aconselhou os japoneses a manterem-se em casa e a fecharem as janelas num perímetro "mais amplo que os 10 quilômetros da zona evacuada".
Peritos e jornalistas da cadeia de televisão também aconselharam pessoas que estão no exterior a proteger as vias respiratórias com um pano molhado e a cobrirem-se ao máximo para evitar o contato direto da pele com o ar.
RR/lusa/dpa