O Forte de Copacabana comemora, neste sábado, os 100 anos do lançamento da pedra fundamental que deu início à sua construção. A obra durou seis anos e envolveu mais de duas mil pessoas, entre militares e civis.
Para marcar a data, será lançada nova pedra comemorativa — um baú com moedas, selos e jornais dos dias de hoje — e haverá uma programação especial de lazer e gastronômica. A novidade será a roda-gigante de 36 metros de diâmetro, com capacidade para mais de 250 pessoas que ficará dentro do complexo militar e funcionará entre os dias 20 deste mês e 9 de fevereiro. O ingresso deve deve variar entre R$ 10, durante o dia, e R$ 20, entre 18h e meia-noite.
Em 1922, ano de sucessão presidencial, Epitácio Pessoa nomeou um civil para o então Ministério da Guerra. Este ato foi o estopim do "Movimento Tenentista", provocando uma rebelião militar que acabou levando à prisão o Marechal Hermes da Fonseca, fundador do Forte.
A revolta culminou com o levante do Forte de Copacabana e de outros quartéis, ficando o episódio conhecido como "Os dezoito do Forte". Após muita resistência e combate, os últimos revoltosos marcharam pela Avenida Atlântica, no dia 5 de julho, indo de encontro às tropas legais.
Todos foram mortos, com exceção de Siqueira Campos e Eduardo Gomes, dois tenentes do exército, que sobreviveram. Os monumentos que homenageiam este fato histórico importante podem ser vistos nos famosos calçadões da praia de Copacabana.
Em 1971 o forte foi restaurado e reconhecido como Patrimônio Histórico Nacional. Hoje está aberto à visitação e virou atração turística pois ali, além do Museu Histórico do Exército, acontecem exposições de arte, concertos de música clássica, corais, ciclo de leituras e eventos comemorativos.