Fórmula 1: diretor geral da Ferrari provoca e ironiza restrições
O diretor geral da Ferrari, Maurizio Arrivabene, adotou uma postura provocativa, antes mesmo da temporada da Fórmula 1 começar, em resposta aos rumores sobre uma restrição nos acessos dos times aos paddocks nesta temporada.
O diretor geral da Ferrari, Maurizio Arrivabene
O diretor geral da Ferrari, Maurizio Arrivabene, adotou uma postura provocativa, antes mesmo da temporada da Fórmula 1 começar, em resposta aos rumores sobre uma restrição nos acessos dos times aos paddocks nesta temporada.
Arrivabene, ex-diretor de marketing que assumiu como diretor geral em novembro, sentou com o piloto reserva da Ferrari, o mexicano Esteban Gutierrez, e o diretor esportivo Massimo Rivola em meio aos espectadores durante sessão de testes em Barcelona.
- Eu ouvi que na Austrália teremos mais restrições em termos de acessos e acho que isso é inaceitável - ele falou aos jornalistas neste domingo, dia final de testes antes do início da temporada no dia 15 de março em Melbourne.
"Então disse aos rapazes: 'Ok, se nós vamos ter uma situação na qual o paddock estará vazio, é melhor começar a treinar para ficar ao lado das pessoas e sentar com elas nas arquibancadas."
"Eu devo dizer que foi uma ótima experiência porque as pessoas foram muito bem educadas. Estávamos com nossos fones de ouvido acompanhando o treino. E elas foram respeitosas, pedindo por fotos. Foi uma boa experiência e espero que tenham outras como essa."
O paddock, onde as equipes mantêm suas generosas unidades de hospitalidade e os engenheiros se debruçam sobre os dados e informações de prova enquanto os jornalistas dividem espaço com mecânicos e VIPs, é o santuário mais bem guardado do esporte.
O acesso ao local é feito de forma eletrônica, após autorização do chefão da Fórmula Um, Bernie Ecclestone.
- Foi uma forma de provocação, mas eu realmente gosto desse tipo de coisa - disse Arrivabene. "Eu disse que precisamos levar a Fórmula 1 para mais perto das pessoas. Estamos sentados aqui no meio delas. E eu não gosto de ver agora e no futuro os paddocks vazios, não é o jeito certo."
Arrivabene, cuja escuderia tem um dos maiores orçamentos do esporte, disse que queria muito fazer esse tipo de declaração.
- Nada está decidido ainda mas nós temos alguma informação de que o número de acessos será reduzido. Normalmente quando você tem alguns rumores na Fórmula 1, eles se tornam realidade. Então, eu sento nas arquibancadas antes mesmo que isso se torne realidade - declarou.
Marussia
A Fórmula 1 precisa de times como a Marussia para sobreviver e prosperar, disseram representantes de equipes rivais depois que a antiga lanterninha da categoria revelou estar muito próxima de voltar às pistas.
Enquanto a Caterham parece destinada a ir para o ferro velho, ou ao menos a ter seus bens totalmente liquidados, a Marussia voltou a figurar na lista de inscritos da Formula 1 na sexta-feira depois de ter perdido as últimas etapas da temporada passada por problemas financeiros.
- Eu estou tão feliz...Acho que é ótimo vê-los de volta - disse o diretor técnico da Williams Pat Symonds, que está em sua atual escuderia depois de um período trabalhando para a Marussia, em entrevista à Reuters durante os treinos finais da pré-temporada.
- (O diretor geral) John (Booth) e (o diretor esportivo) Graeme (Lowdon) são dois ótimos caras, verdadeiros amantes da corrida. Eu comecei há 35 anos na Toleman e a Toleman não era tão profissional quanto é a Marussia agora - acrescentou.
Com a saída da Caterham, a Fórmula 1 terá apenas 10 escuderias na temporada, embora o futuro de alguns dos times menores também seja obscuro.
Marussia, que voltou com o nome de Manor Marussia F1, teve que aceitar condições especiais como fazer seus carros passarem por um teste de batidas e cumprirem todos os regulamentos técnicos para 2015.
- Contra todas as probabilidades, parece que eles estarão em Melbourne, o que é fantástico - disse Symonds.
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