A Fórmula 1 terá uma outra cara nesta temporada devido às mudanças de regras.
Os seguintes detalhes serão vistos já na primeira corrida do ano, em Melbourne, no dia 6 de março.
MOTORES
Os motores agora precisam durar duas corridas, ao invés de apenas uma, com qualquer mudança não-programada resultando na perda de dez posições no grid de largada. Esse fator irá premiar a confiança do propulsor.
"Cada segundo grande prêmio será difícil, particularmente na Malásia, onde todos pisaremos em terreno desconhecido", disse o australiano Mark Webber.
A mudança pretende cortar gastos e aumentar a segurança através da redução de velocidade. Um motor que tem de durar duas corridas deve ser menos potente do que outro desenhado para percorrer metade dessa distância.
CLASSIFICAÇÃO
A classificação voltará a ser feita em dois dias, com a sessão final no domingo de manhã. Os tempos de sábado e domingo serão agregados.
Isso significa maior ação para os torcedores que estiverem no circuito no domingo, mas a pole position e o grid serão decididos apenas momentos antes da corrida.
AERODINÂMICA
As asas dianteiras foram levantadas em 50 milímetros, enquanto as asas traseiras foram colocadas mais à frente 150 milímetros em relação à linha central entre as rodas traseiras.
O difusor traseiro foi diminuído e será cerca de 40 por cento mais leve do que o do ano passado.
As mudanças, que pretendem tirar 25 por cento da aderência e diminuir a velocidade dos carros, deverão fazer com que eles derraparem mais e o esporte se tornará mais atraente para ser visto com a menor aderência.
"O foco na fábrica tem sido recuperar a aderência e obviamente não será nas primeiras corridas da temporada que veremos o quão bem cada time estará", opinou Patrick Head, um dos donos da Williams.
Os testes mostraram equipes experimentando componentes aerodinâmicos inovadores, principalmente a McLaren com uma asa em forma de chifre sobre a cobertura do motor.
PNEUS
Os pneus terão de durar a classificação e a corrida. A idéia é deixá-los mais duros e, consequentemente, mais duráveis. Os pneus irão diminuir as velocidades nas curvas.
Isso significa que os pit stops serão muito diferentes, com menos mecânicos envolvidos e carros sendo reabastecidos sem troca de pneus. As paradas também serão menos frequentes.
Os pneus poderão ser trocados se houver um furo ou estiver danificado por detritos na pista. Entretanto, a troca não poderá ser feita durante o reabastecimento.
Até agora, os pilotos geralmente trocavam pneus duas ou três vezes por prova, após rodarem 70 a 100 km, em pitstops cuidadosamente orquestrados. Agora, os pneus terão de durar 350 km.
Todos os pilotos receberão três sets de pneus, com a mesma especificação, para sábado e domingo. Um será usado para o treino do sábado, outro para a classificação e corrida e outro ficará de reserva.
"O piloto que puder poupar mais os pneus e souber como maximizar a performance deles durante a corrida sem dúvida terá uma vantagem de desempenho", disse o engenheiro-chefe da Renault, Pat Symonds. "Creio que veremos uma mudança no ritmo das provas neste ano."