Forças sírias retomam posto da ONU perto da fronteira com Israel
Forças sírias leais ao presidente Bashar al-Assad impediram uma tentativa dos rebeldes de tomar a única passagem de fronteira aberta entre a Síria e Israel nesta quinta-feira, enquanto tropas do Exército buscaram assegurar ganhos estratégicos mais ao Norte.
Forças sírias leais ao presidente Bashar al-Assad impediram uma tentativa dos rebeldes de tomar a única passagem de fronteira aberta entre a Síria e Israel
Forças sírias leais ao presidente Bashar al-Assad impediram uma tentativa dos rebeldes de tomar a única passagem de fronteira aberta entre a Síria e Israel nesta quinta-feira, enquanto tropas do Exército buscaram assegurar ganhos estratégicos mais ao Norte.
Um dia depois de perder o controle de Qusair, uma importante cidade perto da fronteira com o Líbano, os rebeldes tentaram responder com uma ofensiva em Quneitra, uma zona desmilitarizada nas Colinas de Golã patrulhada pela ONU.
Pela primeira vez desde o início do levante em março de 2011, os rebeldes tomaram brevemente o controle da área, forçando as forças de paz da ONU a se refugiarem em seus bunkers. Fontes israelenses disseram que as forças sírias tomaram de volta o local depois de violentos combates.
A Áustria afirmou que vai retirar seus 380 soldados entre os 1.000 que integram a força de monitoramento da ONU, por causa dos combates.
As tropas pró-governamentais tiveram uma série de conquistas nas últimas semanas, fortalecendo Assad no momento em que os Estados Unidos e a Rússia estão tentando organizar uma conferência de paz que visa a acabar com a guerra civil, cujo saldo de mortos chega a 80 mil.
Ativistas expulsos esta semana da cidade devastada de Qusair emitiram um apelo desesperado por ajuda, dizendo que foram encurralados tanto pelas tropas sírias e como seus poderosos aliados libaneses da guerrilha xiita Hezbollah.
- Deus nos deu força para perseverar, mas até quando só Deus sabe. Nós imploramos que se movam o mais rápido possível para nos resgatar - disse uma mensagem postada em sites de redes sociais.
A França, que no início desta semana acusou Assad de usar gás nervoso na guerra civil, disse na quarta-feira que a situação no terreno precisa ser reequilibrada após a queda de Qusair, mas não disse como isso poderia ser alcançado.
A Rússia disse nesta quinta-feira que está preocupada que as alegações de ataques com gás possam ser usadas como um pretexto para uma intervenção estrangeira.
- Eu não descarto que alguém queira usar isso para afirmar que uma linha vermelha foi cruzada e uma intervenção estrangeira é necessária - disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva em Moscou, junto a seus homólogos alemão e finlandês.
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