Forças sírias enfrentam desertores e, na Líbia, Gaddafi sofre derrota
Forças sírias mataram três civis em operações militares nas regiões central e noroeste do país nesta quarta-feira, disseram moradores, depois de um aumento nos ataques realizados contra o Exército por desertores escondidos nas áreas rurais.
Forças sírias mataram três civis em operações militares nas regiões central e noroeste do país nesta quarta-feira, disseram moradores, depois de um aumento nos ataques realizados contra o Exército por desertores escondidos nas áreas rurais.
As mortes ocorreram em Jabal al-Zawiya, terreno áspero perto da fronteira com a Turquia, onde desertores têm buscado refúgio nos vilarejos, e na província de Homs, onde ônibus militares e postos de controle estão sendo alvo de ataques com cada vez mais frequência, disseram moradores e o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha.
Derrota de Gaddafi
Na Líbia, um dos últimos três principais bastiões de Muammar Gaddafi foi amplamente tomado pelas forças do governo de transição do país, um mês após a derrubada do ex-líder, disse uma autoridade nesta quarta-feira. Sabha, localizada no deserto do Saara, vinha resistindo junto com Bani Walid e com a cidade-natal de Gaddafi, Sirte, desde a tomada da capital, Trípoli, em 23 de agosto.
– Nós controlamos boa parte de Sabha, com exceção do distrito al-Manshiya. Esse ainda está resistindo, mas vai cair – disse à agência inglesa de notícias Reuters o porta-voz militar do Conselho Nacional de Transição (CNT), Ahmed Bani.
Combatentes do CNT ocuparam o centro de Sabha na quarta-feira após terem tomado o aeroporto e um forte na terça, relatou a rede norte-americana de TV CNN, citando um de seus correspondentes na cidade.
As forças do CNT vêm enfrentando uma resistência mais dura que o esperado nos esforços para tomar Bani Walid e Sirte e diversos ataques foram repelidos por forte bombardeio por parte das forças pró-Gaddafi.
Havia relatos mais cedo de que o líder deposto poderia estar se escondendo em Sabha, com seu filho mais proeminente na política, Saif al-Islam, mas combatentes do CNT na cidade disseram não haver sinal deles.
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