Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Forças russas matam líder checheno Aslan Maskhadov

Terça, 08 de Março de 2005 às 12:53, por: CdB

O líder rebelde checheno Aslan Maskhadov foi morto por soldados russos que combatiam uma rebelião na região predominantemente muçulmana no Cáucaso, anunciou o Exército russo na terça-feira.

A morte de Maskhadov, 53, vai ajudar o presidente russo Vladimir Putin, que ergueu seu poder graças em grande parte a uma política de linha dura contra os rebeldes chechenos.

A campanha armada liderada por Maskhadov levou ataques a bomba para o centro da Rússia.
A televisão russa mostrou o que disse ser Maskhadov deitado, sem camisa e com os braços abertos, sobre uma poça de sangue. Parecia haver uma marca de bala em sua face esquerda.
 
- Uma operação especial foi lançada por nós no vilarejo de Tolstoy-Yurt, e tendo como resultado a morte do terrorista internacional e líder do grupo rebelde Aslan Maskhadov - disse o chefe do serviço de segurança FSB Nikolai Patrushev ao presidente Vladimir Putin.

Tolstoy-Yurt está localizada 20 km ao norte de Grozny.

Quatro companheiros próximos a Maskhadov foram presos, disse Patrushev a Putin. Ele acrescentou que não houve vítimas entre as forças de segurança russas.

Putin pediu a Patrushev que confirme os relatos da morte de Maskhadov.

O enviado do líder rebelde em Londres, Akhmed Zakayev, disse não ter informações confiáveis, mas que achava que o relato era verdadeiro.

Moscou culpa Maskhadov, que tem um prêmio de 10 milhões de dólares por sua captura, por uma série de operações na Rússia, incluindo um ataque contra um teatro em Moscou, uma bomba perto do Kremlin e a ação contra uma escola na cidade de Beslan, no sul da Rússia, no ano passado. Nessa operação, pelo menos 326 reféns - a metade deles crianças -- morreram.
Moscou também liga Maskhadov, e seu comandante de campo Shamil Basayev, a grupos que conduzem ataques como os de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

Recentemente, Maskhadov pediu para negociar com Moscou as exigências dos chechenos por independência, mas o Kremlin disse que não negociava com terroristas.

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