Soldado regular do governo neonazista ucraniano desembarca no leste do país
Rebeldes contrários ao regime neonazista que se instalou na Ucrânia, após o golpe de Estado ocorrido no trimestre passado, retiravam-se neste sábado de uma região instável no leste do país, depois que as forças armadas obtiveram uma importante vitória militar nos últimos três meses de combate contra os separatistas.
Um repórter da agência inglesa de notícias Reuters viu um comboio de cerca de 20 veículos militares e ônibus lotados de rebeldes armados deixando Kramatorsk, para onde eles foram após fugirem do reduto separatista de Slaviansk. O ministro do Interior, Arsen Avakov, afirmou que um grande número de separatistas retirou-se de Slaviansk, após serem atacados por forças ucranianas.
"Um número significativo de militantes deixou Slaviansk. No caminho, nossos grupos de batalha estão encontrando todos eles, que estão sofrendo baixas e se rendendo”, disse o ministro em comunicado publicado em sua página no Facebook. Uma fonte próxima aos separatistas disse à Reuters que os rebeldes estavam em minoria de 50 para 1.
Aleksandr Borodai, líder da autoproclamada República do Povo de Donetsk, disse à agência russa de notícias Interfax:
– As forças punitivas da Ucrânia promoveram uma ofensiva de larga escala. Dada a desproporção numérica das tropas inimigas, unidades de forças armadas da República do Povo de Donetsk tiveram que deixar suas posições no setor norte do front.
Após ouvir um relatório das forças armadas, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou que a bandeira do país fosse hasteada em edifícios públicos de Slaviansk, maior reduto dos militantes contrários ao governo no leste da Ucrânia. A recaptura da cidade seria a maior vitória militar de Kiev nos três meses de conflito, que tem um saldo 200 soldados ucranianos mortos, além de centenas de civis e rebeldes.
Independência
As revoltas na região começaram em abril, depois que rebeldes tomaram edifícios públicos, construíram um poderoso arsenal de armas roubadas e declararam independência, chamando o governo pró-europeu de Kiev de ilegítimo. Toda a crise teve início depois que protestos de rua derrubaram o presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, no fim de fevereiro, depois que ele rejeitou um acordo político e comercial com a União Europeia para favorecer a Rússia.
Depois, os russos anexaram a região da Crimeia, e revoltas separatistas contra as novas autoridades de Kiev surgiram, com regiões proclamando independência e pedindo a anexação pela Rússia.
O governo lançou uma nova ofensiva contra os separatistas na terça-feira, depois de Poroshenko permitir que um cessar-fogo unilateral de 10 dias expirasse sem ser estendido.
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