As Forças Armadas do Paquistão anunciaram nesta segunda-feira ter matado pelo menos 35 militantes islâmicos nas últimas horas em uma região na fronteira entre o país e o Afeganistão.
Além dos militantes, pelo menos dois soldados também morreram nos confrontos na província do Waziristão do Norte que começaram na noite de domingo e ainda não chegaram ao fim.
Segundo os militares paquistaneses, os confrontos começaram quando dois postos de controle do Exército foram atacados pelos rebeldes no vilarejo de Mir Ali.
O Exército respondeu com uma ofensiva com helicópteros e artilharia, de acordo com informações de um porta-voz das forças do Paquistão à BBC.
Mesquita
Dezenas de membros das forças de segurança do país foram mortos em ataques registrados no Paquistão desde que o governo invadiu uma mesquita ocupada por militantes radicais islâmicos na capital, Islamabad, no início deste mês.
Na quarta-feira, pelo menos 17 soldados foram mortos em uma emboscada de militantes também na fronteira entre Paquistão e Afeganistão.
A região é considerada um reduto de simpatizantes da rede extremista Al-Qaeda e de militantes do Talebã.
Um relatório de inteligência americano, divulgado na semana passada, diz que a Al-Qaeda, culpada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, se reagrupou e ganhou força na fronteira.
Em uma entrevista à BBC, o ministro do Exterior do Paquistão, Khurshid Kasuri, disse que a situação no Waziristão do Norte é muito difícil, mas ainda não está fora de controle.
Forças do Paquistão 'matam 35 militantes'
Segunda, 23 de Julho de 2007 às 17:48, por: CdB