Forças de segurança ocupam comunidades na Zona Norte
A ocupação das 13 comunidades do Conjunto de Favelas do Lins e do Camarista Méier, na Zona Norte, iniciou neste domingo para a implantação das 35ª e 36ª Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro.
A ocupação das 13 comunidades do Conjunto de Favelas do Lins e do Camarista Méier, na Zona Norte
A ocupação das 13 comunidades do Conjunto de Favelas do Lins e do Camarista Méier, na Zona Norte, iniciou neste domingo para a implantação das 35ª e 36ª Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro. A retomada do Conjunto de Favelas pelas Forças de Segurança durou 50 minutos e ocorreu sem nenhum disparo. Para que a operação ocorresse, a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá ficou interditada durante uma hora e quarenta minutos.
O clima foi tranquilo entre os moradores. Alguns deles circularam pelas ruas, mas evitaram falar sobre a incursão da polícia no Conjunto de Favelas. Defensores públicos acompanharam a ação policial para verificar se ocorreram casos de violação dos direitos dos moradores, como ocorreu em outras instalações de UPPs. Segundo informações do portal G1.
Um blindado da Marinha derrubou um ponto de ônibus provisório durante o deslocamento no Lins. Uma pessoa foi atingida por um pedaço de concreto e ficou ferida. "Vamos viver um novo momento nestas comunidades. Nós trabalhamos para as ocupações serem tranquilas e a população, feliz. Nós estamos desde o dia de 20 de setembro fazendo operações nesta região, e vamos continuar. O caso Amarildo a gente entende que é um caso isolado e não prejudica em nada o processo de pacificação do Rio", disse o relações públicas da PM, tenente-coronel Cláudio Costa.
A ocupação contou com 1.141 agentes das Forças de Segurança, entre eles 370 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope); do Batalhão de Choque (BPChoque); do Batalhão de Ações com Cães (BAC); e policiais da Corregedoria Interna da Polícia Militar. A Polícia Civil emprega nesta ação 100 homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e delegacias especializadas.
A Polícia Rodoviária Federal apoiou a operação com 120 policiais. Já o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apoiou a ação com 180 militares e 14 veículos blindados. A Polícia Civil empregou ainda 340 agentes e peritos, além de 31 delegados, que desde as 22h de sexta-feira até a noite da próxima terça-feira continuam auxiliando as operações.
A Secretaria de Segurança solicitou a colaboração dos moradores dessa região na denúncia de criminosos, esconderijos e locais onde poderiam ser encontradas armas, drogas, objetos roubados e outros produtos ilegais. Os moradores podem ligar para o Disque-Denúncia, 2253-1177, ou para o 190 da Polícia Militar. A Secretaria pediu ainda que todos os moradores andassem com documentos de identificação.
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