Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Forças de segurança da Arábia Saudita matam líder da Al Qaeda

Domingo, 03 de Julho de 2005 às 10:40, por: CdB

Forças de segurança da Arábia Saudita mataram um líder local da Al Qaeda em confronto na capital Riad neste domingo, informou o Ministério do Interior do país. Younis Mohammad Ibrahim al-Hayyari, de nacionalidade marroquina, esteve envolvido em uma série de ataques recentes no maior exportador mundial de petróleo. Ele foi morto após trocar tiros e jogar granadas contra a polícia.

O nome de Hayyari está no topo da lista de 36 suspeitos de serem membros da Al Qaeda divulgada por Riad na semana passada. O Ministério informou que ele ajudou a preparar explosivos e participou de diversos ataques contra alvos na Arábia Saudita.

- Ele foi nomeado recentemente por seus colegas para ser o líder da disputa e da corrupção no país, depois da morte de seus antecessores - informou o governo, por meio de comunicado.
A Arábia Saudita vem combatendo militantes da Al Qaeda desde maio de 2003, quando eles iniciaram campanha de violência com ataques suicidas em uma área residencial de estrangeiros em Riad.

A Al Qaeda quer expulsar os não-muçulmanos do estado do Golfo, onde estão dois dos lugares mais sagrados da religião, Meca e Medina, e derrubar sua monarquia absolutista pró-Ocidente.
Os ataques mataram 91 estrangeiros e civis sauditas e feriram 510 pessoas, disse na semana passada o embaixador saudita para Londres e ex-chefe de inteligência, Turki al-Faisal.

Foram mortos 41 membros das forças de segurança e 218 ficaram feridos. Entre os militantes há 112 mortes e 25 feridos, disse. As perdas materiais foram estimadas em 270 milhões de dólares.
Neste ano o número de ataques diminuiu, mas no mês passado uma autoridade de segurança foi morta a tiros em Meca e diplomatas disseram que três helicópteros foram incendiados em uma base militar ao norte de Riad.

No confronto de sábado foi preso outro homem e dois se entregaram na ação da polícia em Riad. Seis policiais foram feridos sem gravidade, informou o ministério.

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