Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Forças de Gaddafi usam bombas de fragmentação no porto de Misrata

Forças leais ao presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, teriam usado bombas de fragmentação em um novo ataque contra o porto da cidade de Misrata, no Oeste do país. O supervisor do porto disse que um dos dispositivos explodiu embaixo de um caminhão, ferindo duas pessoas.

Sábado, 07 de Maio de 2011 às 06:05, por: CdB

Forças leais ao presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, teriam usado bombas de fragmentação em um novo ataque contra o porto da cidade de Misrata, no Oeste do país. O supervisor do porto disse que um dos dispositivos explodiu embaixo de um caminhão, ferindo duas pessoas. Jornalistas que estão na capital líbia afirmam que viram provas fotográficas claras de que as forças de Gaddafi usaram este tipo de munição contra o porto da cidade. O local está sendo usado para o embarque de feridos e imigrantes que tentam fugir dos confrontos em direção à Benghazi, outra cidade líbia sob o comando dos rebeldes. O supervisor do porto de Misrata disse que há minas explosivas espalhadas pelo local. Na semana passada, as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que estão no país já haviam retirado minas que poderiam ter atingido os navios. Há três semanas, uma equipe da agência inglesa de notícias BBC em Misrata conseguiu filmar o que pareciam ser os restos de bombas de fragmentação já explodidas. Estes tipos de munição e armas estão proibidos em muitas partes do mundo. Misrata é a única cidade importante no Oeste da Líbia ainda mantida pelos rebeldes que tentam derrubar Gaddafi. Os rebeldes estão no comando de grande parte do Leste do país, em volta de Benghazi, enquanto as forças leais a Gaddafi mantêm a maior parte do Oeste. Os combates entre os rebeldes e as forças leais a Gaddafi têm se intensificado nas montanhas do Oeste da Líbia na última semana. A Otan está cumprindo uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e realizando ataques aéreos para tentar proteger a população civil durante o conflito entre as forças de Gaddafi e os rebeldes. E, neste sábado, os disparos de artilharia das forças leais a Gaddafi teriam caído no território da Tunísia, o que obrigou a fuga dos moradores na região de fronteira. Tanque de combustível Ainda em Misrata, forças do governo líbio bombardearam grandes tanques de depósito de combustível, destruindo os tanques e causando um grande incêndio, acrescentaram os rebeldes neste sábado.  bombardeio ocorreu depois que salvas de artilharia disparadas pelas forças leais a Muammar Gaddafi caíram na Tunísia, caracterizando um aumento nos combates entre soldados líbios e rebeldes contrários ao governo perto da fronteira. Misrata é a última cidade do oeste sob controle rebelde. A região portuária está sitiada há mais de dois meses e testemunhou algumas das batalhas mais sangrentas entre forças leais a Gaddafi e opositores. Os rebeldes deram informações variadas sobre o bombardeio a Misrata, mas disseram que o ataque, ocorrido à noite e que atingiu combustível para exportação e consumo interno, é um golpe na capacidade rebelde de resistir ao cerco. – Quatro tanques foram totalmente destruídos e um grande incêndio ocorreu, espalhando-se agora para os outros quatro. Não conseguimos extingui-lo, pois não temos as ferramentas certas. Agora a cidade enfrenta um grande problema. Aquelas não eram apenas fontes de combustível para a cidade. Esses tanques poderiam ter mantido a cidade por três meses com suficiente combustível – afirmou à agência inglesa de notícias Reuters o porta-voz rebelde, Ahmed Hassan. Hassan afirmou que forças do governo usaram pequenos aviões, normalmente utilizados para jogar pesticidas, para realizar o ataque durante a noite em Qasr Ahmed. Mais tarde, ele disse à emissora árabe de TV Al-Jazeera que três helicópteros com emblemas do Crescente Vermelho realizaram o ataque. Outro porta-voz rebelde, que se identificou como Abdelsalam, disse que um helicóptero do governo realizou uma missão de reconhecimento sobre o porto e, duas horas depois, por volta da meia-noite, no horário local, forças governamentais dispararam foguetes e atingiram três tanques de combustível pertencentes à Brega Oil Company. Rebeldes notificaram a Otan sobre os aviões antes do ataque, mas não houve resposta, afirmou Hassan. No mês passado, forças do governo realizaram pelo menos uma missão de reconhecimento sobre Misrata com um helicóptero, de acordo com rebeldes. Ataques na fronteira Nesta manhã, escolas foram esvaziadas e moradores correram para locais seguros na cidade tunisiana de Dehiba, que foi repetidamente atingida por bombardeios nas últimas semanas, enquanto os rivais líbios lutam pelo controle de um ponto de passagem na fronteira. Os combates foram intensificados nas montanhas do Oeste da Líbia no momento em que forças leais a Gaddafi e rebeldes, estes últimos apoiados por bombardeios da Otan, chegaram a um impasse em outras frentes da guerra civil.

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Ondas de poeira e rochas marcaram os locais onde pelo menos 13 projéteis caíram do lado tunisiano. Rajadas de armas de pequenas e grandes proporções também foram ouvidas cerca de 4 quilômetros dentro da Líbia, disse uma testemunha à Reuters, na fronteira. A batalha é pelo controle da passagem fronteiriça de Dehiba-Wazzin, perto de Misrata, que dá aos rebeldes uma ligação do mundo externo para dentro dos seus redutos nas regiões montanhosas, onde batalham para tentar tirar Gaddafi do poder após mais de quatro décadas.

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