Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Forças de Gaddafi usaram bombas proibidas em Misrata, diz grupo

Sábado, 16 de Abril de 2011 às 00:05, por: CdB

Forças de Gaddafi usaram bombas proibidas em Misrata, diz grupo

Por Fredrik Dahl

TÚNIS (Reuters) - A organização de direitos humanos Human Rights Watch acusou as forças leais ao líder líbio Muammar Gaddafi de usar munições proibidas para atacar o reduto rebelde de Misrata, ameaçando a vida de civis.

Um porta-voz do governo líbio rejeitou a acusação.

As munições de cacho, disparadas de artilharia ou foguetes, podem espalhar bombas em uma área ampla. Muitas vezes não detonam imediatamente e podem explodir anos depois de um conflito, matando ou mutilando pessoas, de acordo com grupos humanitários.

A Human Rights Watch disse em comunicado que as forças do governo dispararam essas bombas em áreas residenciais de Misrata, no oeste do país, "representando um grave risco para os civis".

O grupo disse ter observado no mínimo três destas bombas explodirem no bairro de el-Shawahda na noite de 14 de abril.

"Pesquisadores inspecionaram os restos de uma munição de cacho e entrevistaram testemunhas sobre outros supostos dois ataques com esse tipo de bomba", afirmou o grupo em sua página na Internet, que também trazia fotos do que dizia ser restos de munições usadas em Misrata.

O diretor da divisão de armas da Human Rights Watch, Steve Goose, disse: "É lastimável que a Líbia esteja usando essa arma."



O porta-voz do governo, Mussa Ibrahim, rejeitou as alegações. "Eu os desafio a provar."



Segundo o grupo, a maioria dos países proibiu o uso desse tipo de bomba por meio da Convenção sobre Munições de Cacho, que se tornou lei internacional obrigatória em 2010. A Líbia não é signatária, disse o HRW.

(Reportagem adicional de Mussab Al-Khairalla, em Trípoli)

Reuters

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