Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Forças curdas do Iraque atacam Estado Islâmico

Forças curdas do Iraque abalaram, mas não não romperam, o cerco à cidade fronteiriça Síria de Kobani, uma semana depois de serem recebidas com entusiasmo levando armamento pesado e combatentes para tentar salvar a localidade de um avanço do Estado Islâmico.

Sexta, 07 de Novembro de 2014 às 10:58, por: CdB
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Míssil supostamente lançado pelo Estado Islâmico sobrevoa Kobani, na Síria
Forças curdas do Iraque abalaram, mas não não romperam, o cerco à cidade fronteiriça Síria de Kobani, uma semana depois de serem recebidas com entusiasmo levando armamento pesado e combatentes para tentar salvar a localidade de um avanço do Estado Islâmico. Kobani se tornou um teste simbólico da capacidade de a coalizão encabeçada pelos Estados Unidos deter o avanço dos insurgentes sunitas. A cidade na fronteira Síria-Turquia é uma das poucas áreas Srias onde a aliança consegue coordenar ataques aéreos com operações de uma força terrestre eficiente. A chegada com veículos blindados e artilharia dos curdos iraquianos, conhecidos como peshmerga, ou “aqueles que encaram a morte”, permitiu à coalizão bombardear posições do Estado Islâmico ao redor de Kobani e recuperar alguns vilarejos. Mas as frentes de batalha na cidade propriamente dita pouco mudaram. Seu flanco leste continua sendo controlado pelos militantes radicais, e grande parte do oeste ainda está nas mãos do YPG, principal facção armada curda da Síria defendendo a cidade, e combatentes aliados. - Não há nenhuma mudança em Kobani como resultado dos peshmerga. Talvez uma ou duas ruas tenham sido conquistadas, e depois perdidas, e vice-versa - disse Rami Abdulrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de monitoramento sediado em Londres. - O Estado Islâmico está bem entrincheirado em Kobani, e os curdos dizem que precisam de mais armamento pesado para fazerem estragos... também precisa haver uma coordenação melhor entre as unidades curdas e as forças aéreas da coalizão - afirmou, acrescentando que os atentados suicidas dos extremistas sunitas têm surtido efeito. Os peshmerga entraram em Kobani em mais de uma dúzia de picapes e jipes na sexta-feira passada vindos da Turquia, comemorando e fazendo sinais de vitória. Eles foram acolhidos como heróis pelos curdos turcos e por refugiados curdos sírios, revoltados com a recusa de Ancara de enviar suas próprias tropas e otimistas com a perspectiva de ver os peshmerga virarem o jogo. O Governo Regional do Curdistão, que administra uma região semi-autônoma no norte do Iraque, deixou claro desde o início que seus cerca de 150 combatentes peshmerga não iriam se envolver em combates diretos em Kobani, mas fornecer apoio de artilharia aos curdos sírios. - Claro que a presença dos peshmerga tem sido útil, porque estão bombardeando posições do Estado Islâmico, destruindo seus combatentes e suas armas - declarou Idris Nassan, uma autoridade de Kobani, por telefone. - Por causa do bombardeio dos peshmerga detivemos o avanço do Estado Islâmico nas áreas rurais do oeste, assim como nos frontes do leste e do sudeste da cidade - disse ele à agência inglesa de notícias Reuters. Segundo ele, também houve um bom trabalho de equipe entre as unidades curdas e o Exército Livre da Síria, grupo de rebeldes moderados. - O Estado Islâmico traz novos combatentes e suprimentos o tempo todo, então precisamos de combatentes e suprimentos também - afirmou Nassan, acrescentando que os sunitas tomaram nove tanques em um ataque ao campo de gás de Sha'ar, no centro do país, que estão levando para Kobani. - Precisamos de mais coordenação com as forças da coalizão e mais armamento pesado, especificamente armas anti-tanque e outras armas para compensar seus canhões, foguetes e morteiros.
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