Forças Armadas irão participar da segurança das seleções no Rio
O esquema de segurança das delegações será reforçado e terá o apoio de homens das Forças Armadas, após o episódio em que o ônibus da seleção brasileira foi cercado por manifestantes na saída de um hotel, na segunda-feira, no Rio de Janeiro. Os militares auxiliarão no deslocamento das seleções e na segurança dos locais de treinamento.
O esquema de segurança das delegações será reforçado e terá o apoio de homens das Forças Armadas
O esquema de segurança das delegações será reforçado e terá o apoio de homens das Forças Armadas, após o episódio em que o ônibus da seleção brasileira foi cercado por manifestantes na saída de um hotel, na segunda-feira, no Rio de Janeiro. Os militares auxiliarão no deslocamento das seleções e na segurança dos locais de treinamento.
Nesta quarta-feira, 30 militares já foram deslocados para a Granja Comary, em Teresópolis, local de treinamento da Seleção Brasileira, segundo o Ministério da Defesa. No Rio de Janeiro, a mudança foi definida após reunião, ocorrida na última terça-feira, entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi.
De acordo com o Ministério da Defesa, a participação das Forças Armadas no esquema de segurança da Copa nas 12 cidades-sede já estava previsto, conforme autorização dada pela presidenta Dilma Rousseff. Segundo o Artigo 5, do Decreto 3.897 de 2001, usado pela presidenta, o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem (GLO), deverá ser episódico, em área previamente definida e ter a menor duração possível.
O nível de emprego dos militares, segundo o Ministério da Defesa, vai variar conforma a necessidade de cada uma das sedes e dependerá de pedido prévio do governador.
Cardozo classificou o episódio de “pontual”, mas disse que serão feitos ajustes no esquema de proteção das seleções. “Tivemos uma questão pontual no Rio de Janeiro. Dialogamos com o secretário (de Segurança Pública, José Mariano) Beltrame, ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general (José Carlos) De Nardi, e as questões pontuais, pouco a pouco vão aparecendo e vamos solucionando. Importante é que plano (de segurança) existe e vamos ter um excelente padrão de segurança na Copa do Mundo”, afirmou o ministro.
Ele voltou a defender as manifestações populares, desde que elas sejam pacíficas. “Cabe a nós garantir a liberdade de manifestação, mas jamais permitiremos abusos, seja de onde vierem. Não podemos permitir que pessoas usem a liberdade de manifestação para praticar atos ilícitos, nem que exista violência por parte de policiais. Tudo isso está planejado dentro do que concebemos para ter uma boa Copa e um bom padrão de segurança.”
Segundo Cardozo, os episódios recentes de manifestações, principalmente perto de estádios da Copa, não devem afastar os torcedores de outros países. “Acho que os estrangeiros devem se sentir seguros, sim. (A atuação das forças de segurança) mostra que a polícia está presente para garantir a lei, a liberdade de manifestação e não permitir abuso. Em várias partes do mundo, sempre que tivemos eventos, houve manifestações e, em alguns casos, com ultrapassagem do limite. A polícia deve garantir a liberdade de manifestação e evitar que as pessoas abusem. Quem abusar, será punido”, afirmou o ministro.
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