Depois de recusar uma investigação internacional e anunciar que faria sua própria análise sobre o ataque a uma frota que seguia para Gaza, no último dia 31, as Forças de Defesa de Israel informaram nesta terça-feira que já estabeleceram a equipe que avaliará o caso. Segundo as Forças Armadas, o grupo liderado pelo general da reserva Giora Eiland vai examinar várias investigações internas que já estão em curso. A expectativa é de que se chegue a algum resultado até o dia 4 de julho. Nove ativistas que estavam no barco turco Mavi Marmara - oito turcos e um americano de origem turca - morreram na operação israelense.
Ministros do Gabinete do governo de Israel também propuseram, na segunda-feira, a criação de uma comissão de juristas israelenses, acompanhados por observadores internacionais, que teriam como objetivo analisar a legalidade do bloqueio à Faixa de Gaza e da conduta dos militares no ataque. A proposta está em debate com autoridades internacionais e dos Estados Unidos, na tentativa de atender aos apelos por uma investigação imparcial, segundo fontes do governo que preferiram não se identificar.
Falando ao Parlamento em resposta a um voto de desconfiança apresentado pelos partidos de oposição por causa da operação da semana passada, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse na segunda-feira que Israel examinaria formas de minimizar o atrito gerado ao impor o bloqueio a Gaza, região atualmente sob o governo do Hamas. Barak afirmou ainda que a investigação israelense se somaria a um inquérito militar, e buscaria estabelecer se o bloqueio de quatro anos imposto contra Gaza e sua operação "cumpriram os padrões da lei internacional."