Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Forças Armadas anunciam cessar-fogo com vista a eleições da Colômbia

Os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram um cessar-fogo unilateral de três semanas devido ao segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, gesto que poderá favorecer a reeleição do presidente Juan Manuel Santos.

Domingo, 08 de Junho de 2014 às 09:35, por: CdB
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Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia anunciaram um cessar-fogo unilateral com vista ao segundo turno das eleições presidenciais no país
Os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram um cessar-fogo unilateral de três semanas devido ao segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, gesto que poderá favorecer a reeleição do presidente Juan Manuel Santos. Em carta dirigida ao candidato da oposição, Oscar Iván Zuluaga, as Farc informaram que o cessar-fogo terá início nesta segunda-feira e deverá se prolongar até o dia 30 de junho. O pequeno grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) ainda não se juntou à iniciativa. Ambos as forças rebeldes já haviam declarado cessar-fogo de 14 dias, em consideração ao primeiro turno das eleições presidenciais, em 25 de maio. O segundo turno está marcado para 15 de junho. Avanços e eleições Desde outubro de 2012, as Farc vêm negociando um acordo de paz com o governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos em Havana. Seu adversário, o conservador Zuluaga, rejeita as negociações de paz com os rebeldes. "O ódio constitui o pior dos conselheiros", escreveram as Farc em resposta ao candidato oposicionista à presidência. Pouco antes do anúncio de cessar-fogo, a guerrilha das Farc e o governo colombiano haviam anunciado um novo avanço nas negociações de paz. Em comunicado conjunto, ambas as partes assumiram, pela primeira vez, a responsabilidade pelas vítimas do conflito, que já dura meio século e que custou centenas de milhares de vidas. As eleições presidenciais na Colômbia são consideradas decisivas para o futuro do processo de paz. Santos defende uma continuação do diálogo, que se tornou prioridade de seu governo. Zuluaga, por sua vez, condiciona o prolongamento das negociações a diversas concessões que as Farc já rejeitaram. As pesquisas eleitorais apontam um empate entre o presidente Santos e o ex-ministro das Finanças Zuluaga. Ambos os candidatos pertencem ao bloco conservador e defendem um curso econômico liberal.  
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