Forças anti-Khadafi atacaram Bani Walid na sexta-feira
Forças anti-Khadafi preparam novos ataques para tentar tomar os principais focos de resistência do regime nas cidades de Bani Walid e Sirte, local de nascimento do líder deposto da Líbia.
Na sexta-feira, combatentes anti-Khadafi tiveram de bater em retirada após enfrentar artilharia das forças leais ao coronel.
Moussa Ibrahim, porta-voz de Muamar Khadafi, disse que a resistência vai continuar "por meses e meses".
Os confrontos nas duas cidades aconteceram no mesmo dia em que a ONU reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT), criado por opositores de Khadafi e que governa a Líbia interinamente, como representante legítimo do país na Assembleia Geral das Nações Unidas, que será aberta na semana que vem.
Violentos combates
As forças anti-Khadafi entraram a região norte de Bani Walid, localizada 140 km a sudeste da capital líbia, Trípoli, na sexta-feira e inicialmente se depararam com áreas desertas, abandonadas por seus moradores.
Mas ao tentar avançar em direção ao centro da cidade, eles foram atacados por atiradores, morteiros e foguetes.
O correspondente da BBC Peter Biles, que estava nos arredores de Bani Walid, disse ter visto diversas ambulâncias saindo da cidade transportando feridos.
A cidade natal de Khadafi, Sirte, teve violentos combates
Em Sirte, também na sexta-feira, as forças anti-Khadafi tiveram de enfrentar artilharia vinda do alto de prédios e houve um violento confronto, com rajadas de metralhadoras e foguetes.
Segundo analistas, a conquista de Bani Walid, Sirte ou ambas cidades teria um efeito devastador para as forças leais a Khadafi e é possível que novos ataques das forças anti-Khadafi aconteçam ainda neste sábado.
Legitimidade
O reconhecimento do CNT pela ONU foi obtido por 114 votos contra 17, a despeito da oposiçãode parte dos países da América Latina e da África, e permitirá que opresidente do CNT, Mustafa Abdul-Jalil, participe da Assembleia Geral,em Nova York, na semana que vem.
Autoridades americanas disseram que o presidente Barack Obama vai se reunir com Abdul-Jalil na terça-feira.
A ONU também aprovou uma resolução reduzindo as sanções contra a Líbia, incluindo a empresa estatal de petróleo e o banco nacional do país.
O ministro do Exterior britânico, William Hague, também afirmou que bens líbios avaliados em US$ 19 bilhões (R$ 32 bilhões) congelados na Grã-Bretanha começarão a ser liberados como resultado da resolução.
O Conselho de Segurança da ONU decidiu ainda criar uma missão de apoio ao governo interino na Líbia.