Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Forças anglo-americanas se aproximam de Tikrit, último ponto de resistência

As forças anglo-americanas derramaram uma "chuva de bombas" sobre Tikrit, a cidade natal de Saddam Hussein. A "chuva" foi lançada para "definir o campo de batalha" na cidade que é o último ponto de resistência organizada das forças leais a Saddam Hussein, e que deverá marcar a batalha final da guerra no Iraque.

Sexta, 11 de Abril de 2003 às 20:14, por: CdB

As forças anglo-americanas derramaram uma "chuva de bombas" sobre Tikrit, a cidade natal de Saddam Hussein. A "chuva" foi lançada para "definir o campo de batalha" na cidade que é o último ponto de resistência organizada das forças leais a Saddam Hussein, e que deverá marcar a batalha final da guerra no Iraque. Forças especiais americanas já se encontram na cidade, com o objetivo de destruir as principais estruturas militares e de poder construídas ali por Saddam ao longo de 25 anos. Os combates ocorrem nas ruas da cidade. O Comando Central americano limita-se a dizer que "as forças especiais intervêm" na região. Em Tikrit, "estamos enfrentando o inimigo dentro e fora da cidade", disse o major Rumi Nelson-Green, que confirmou a atuação de forças especiais e da aviação. O avanço rápido das forças americanas e curdas pelo norte do Iraque, após a tomada de Kirkuk e a rendição de Mosul, já colocou as forças convencionais e a guerrilha a 100 km de Tikrit. Bloqueios foram montados nas estradas para impedir que líderes do regime derrubado cheguem à cidade e se unam às forças leais. Em Kirkuk, cidade invadida e saqueada pelos curdos na quinta-feira, a situação continuava "fora de controle", com saques, rixas tribais e denúncias de matança em massa. Líderes da etnia turcomana denunciaram que os invasores curdos estão caçando membros desse grupo minoritário. Também há denúncia de conflitos raciais entre árabes e curdos na cidade. O governador curdo da cidade, Rizgar Ali, havia advertido sobre a possibilidade de a cidade escapar ao controle, mas nenhuma medida foi tomada pelas tropas americanas para evitar o caos. A Frente Turcomana do Iraque, na Turquia, acusou os guerrilheiros peshmerga curdos da União Patriótica do Curdistão de haver assassinado 50 turcomanos na cidade.

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