Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Força-tarefa prende 10 pessoas no Maranhão acusadas de fraudar o INSS

Quarta, 14 de Janeiro de 2004 às 16:59, por: CdB

Dez pessoas foram detidas no Maranhão, por suspeita de lesar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As prisões resultaram do trabalho feito pela força-tarefa que atua no estado. Segundo projeções iniciais do grupo de investigação - composto por representantes da Previdência Social, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal - a fraude causou uma perda de pelo menos R$ 450 mil aos cofres públicos.

O esquema ilegal consistia em revalidar senhas de aposentados e pensionistas mortos, permitindo, assim, a reativação dos benefícios. O dinheiro era transferido para uma agência bancária e depois sacado pelos supostos estelionatários.

Depois que auditores da Previdência obtiveram provas das irregularidades, os procuradores conseguiram mandados de prisão da 1ª Vara da Justiça Federal do Maranhão, em São Luís. Em diligências, os policiais federais prenderam supostos integrantes do esquema nas cidades de Sítio Novo e Bacabal, além da capital.

Na lista de mandados de prisão expedidos constam os nomes de Joenildo Sousa Lobo, Raimunda Cristina Travassos Oliveira Lobo, Francisco Borges Oliveira Neto, Julio de Oliveira Junqueira Ayres, Thais Cristina Travassos Lobo, Michelle Pereira de Medeiros, Edjane Maria Lourenço de Amorim, João Freire Lobo Neto, Maria Isabelle Marques Araújo e Jerson Lopes da Silva.

No Rio Grande do Sul, a força-tarefa instalada em maio do ano passado já localizou 647 benefícios fraudulentos, que causaram prejuízo de R$ 6,45 milhões aos cofres da Previdência Social em 2003. Do total, foi recuperado R$ 1 milhão e a suspensão do pagamento dos benefícios irregulares está gerando uma economia mensal de R$ 300 mil.

A fraude que mais aconteceu foi o pagamento de benefícios a segurados já falecidos, os chamados "mortos-vivos". Isso ocorre quando a Previdência Social não recebe a informação da morte do segurado e continua depositando o valor do benefício, que é retirado por familiares ou procuradores. Esses casos chegaram a 354 e deram um prejuízo de R$ 3,8 milhões. A economia mensal com a suspensão do pagamento é de R$ 139 mil.

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